O Partido Novo oficializou, neste sábado (1º), a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A confirmação ocorreu durante a convenção estadual da legenda, realizada em Curitiba.
Ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) e ex-deputado federal, Dallagnol ganhou notoriedade por sua atuação na Operação Lava Jato enquanto integrava o MPF.
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Nas eleições de 2022, foi o deputado federal mais votado do Paraná. No ano seguinte, porém, teve o registro de candidatura cassado, o que resultou na perda do mandato. Desde então, sua situação em relação à elegibilidade segue sendo discutida nos campos político e jurídico.
Após a convenção, Dallagnol afirmou que pretende fazer oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“Nós queremos construir aqui no Paraná uma fortaleza contra a corrupção, contra o PT, uma fortaleza da direita para proteger o nosso estado. E queremos levar justiça para Brasília e para o Brasil”, declarou.
Nas eleições de 2026 no Paraná, o PL integra uma coligação com o Podemos, a Democracia Cristã e o Novo. A oficialização da candidatura de Dallagnol ocorreu pouco antes da convenção realizada pelo PL.
Trajetória de Deltan Dallagnol
Natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, Deltan Dallagnol nasceu em 15 de janeiro de 1980. É graduado em Direito e possui mestrado na área pela Harvard Law School.
Atuou como procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando solicitou exoneração do cargo. Durante esse período, participou de investigações como o caso Banestado e, em 2014, assumiu a coordenação da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
Em setembro de 2020, deixou a coordenação da operação, alegando motivos de ordem pessoal.
De acordo com o Ministério Público Federal, a força-tarefa coordenada por Dallagnol apresentou 217 denúncias criminais contra 543 pessoas. Desses processos, 166 resultaram em condenações pela Justiça.
Ao longo dos seis anos em que esteve à frente da Lava Jato, assinou denúncias contra políticos e empresários. Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em setembro de 2016, quando apresentou um PowerPoint para expor acusações de corrupção e lavagem de dinheiro contra o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.