A Procuradoria-Geral de Justiça e a 26ª Promotoria de Justiça da Capital apuram todas as circunstâncias da aquisição pelo Governo do Estado de 200 respiradores com o pagamento antecipado de R$ 33 milhões. O chefe do Ministério Público de Santa Catarina, Fernando da Silva Comin, investiga possível crime contra a administração pública e a lei de licitação; e a Promotoria de Justiça irá apurar se a contratação lesou os cofres públicos e se houve possível improbidade administrativa.

"As informações divulgadas pela imprensa são graves e precisam ser apuradas com rigor e com a maior brevidade possível. O momento é excepcional, mas nem Estado nem municípios podem abrir mão da probidade administrativa", ressalta o PGJ.

 

 

O chefe do MPSC esclarece, ainda, que a instituição não participa de nenhum grupo ou instância colegiada de decisão do governo estadual. Ressalta que, sempre que convidada,o MPSC tem participado de reuniões das mais diferentes áreas - saúde, defesa civil, educação, assistência social, entre outras -, com o objetivo de aumentar a capacidade do Estado de buscar respostas aos problemas que se apresentam, sem, porém, participar de qualquer decisão de governo.

Comin reforça que, desde o início da pandemia, considerando o espírito de solidariedade exigido de todos em momentos como este, o MPSC tem buscado colaborar com os gestores públicos para, nos limites de sua atribuição constitucional, contribuir com as discussões e medidas necessárias para assegurar o atendimento da população catarinense.

"Temos atuado em diversas frentes de trabalho, mas nossa principal missão no momento é cobrar transparência e defender a saúde, a vida e a dignidade da pessoa humana", esclarece Comin.

 

 

Foto Studio OCP

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