O deputado Marcos Vieira (PSDB) foi o primeiro parlamentar a votar e garantir o primeiro voto a favor do arquivamento do processo de impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Mosés da Silva.

“Não há provas de que o governador sabia dos pagamentos antecipados efetuados à Veigamed”, destacou o parlamentar. “De toda a prova colhida durante a investigação, não se extrai nenhuma prova relacionada ao governador Moisés”, justificou o deputado a dar seu voto.

Com isso, o placar até às 16h desta sexta-feira (26( era de 2x1 para a continuidade da investigação da acusação de crime de responsabilidade por parte de Carlos Moisés na na compra dos 200 respiradores artificiais junto à Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, em março do ano passado. Os equipamentos nunca foram entregues e o Estado recuperou apenas 1/3 do montante pago.

A desembargadora Rosane Portela Wolff, relatora do processo , foi a primeira a apresentar a sua posição, abrindo o placar em 1x0 contra o governador de Santa Catarina. Na sequencia, a desembargadora Sônia Schmidt também votou pelo afastamento.

Ainda restam os votos dos deputados Fabiano da Luz (PT), José Milton Scheffer (PP), Laércio Schuster (PSB) e Valdir Cobalchuni (MDB); e dos desembargadores Luiz Antônio Fornerolli, Luiz Zanelato e Roberto Lucas Pacheco. O presidente do tribunal mistoo, desembargador Ricardo Roesler, só vota em caso de empate.

Qual a denúncia

O tribunal analisa se o governador cometeu crime de responsabilidade na compra dos 200 respiradores artificiais junto à Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, em março do ano passado. Os equipamentos nunca foram entregues e o Estado ainda não recuperou o montante pago à empresa.

Com base em denúncia apresentada em agosto por 16 pessoas, a Assembleia Legislativa autorizou, em outubro, a abertura do processo de impeachment contra o governador. O tribunal que julgará Moisés foi instalado em 30 de outubro. A sessão para votação do relatório estava marcada para 14 de dezembro, mas, após o pedido para compartilhamento de informações do inquérito sobre o caso no STJ, o presidente do tribunal decidiu suspendê-la.