O desembargador Luiz Zanelato levou quase duas horas para proferir seu voto e seguir o caminho dos demais magistrados no sentido da continuidade do processo de impeachment e o consequente afastamento do cargo do governador de Santa Catarina, deixando o placar em 4 a 2, por volta das 19h30min desta sexta-feira (26).

Como a tendência é de os deputados votarem em bloco pelo encerramento do processo, e com os magistrados seguindo o caminho contrário, a tendência é de empate em 5 a 5, com o presidente do tribunal misto, desembargador Ricardo Roesler, decidindo o futuro do governador, no voto final.

Antes de Zanelato, votaram pela continuidade das investigações os desembargadores Rosane Portela Wolff, relatora do processo ; Sônia Schmidt e Roberto Pacheco. Os deputados Marcos Vieira (PSDB) e José Milton Scheffer (PP) votaram pelo arquivamento.

 

 

O julgamento segue de forma virtual e ainda faltam votar, pela ordem, o deputado Valdir Cobalchini (MDB), o deputado Fabiano da Luz (PT), o desembargador Luiz Fornerolli e o deputado Laércio Schuster (PSB).

Qual a denúncia

O tribunal analisa se o governador cometeu crime de responsabilidade na compra dos 200 respiradores artificiais junto à Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, em março do ano passado. Os equipamentos nunca foram entregues e o Estado ainda não recuperou o montante pago à empresa.

Com base em denúncia apresentada em agosto por 16 pessoas, a Assembleia Legislativa autorizou, em outubro, a abertura do processo de impeachment contra o governador. O tribunal que julgará Moisés foi instalado em 30 de outubro. A sessão para votação do relatório estava marcada para 14 de dezembro, mas, após o pedido para compartilhamento de informações do inquérito sobre o caso no STJ, o presidente do tribunal decidiu suspendê-la.