Passados 15 dias do início das obras de recuperação da rodovia SC-108, em Guaramirim, na manhã de quinta-feira (29), geólogos e técnicos da Defesa Civil de Santa Catarina estiveram no local para avaliar o andamento das obras e prever os próximos passos. A Defesa Civil de Guaramirim também acompanhou a vistoria do órgão estadual.

O geólogo assistente técnico de Defesa Civil Humberto Alves da Silva, disse que o objetivo principal da visita verificar o andamento das obras e se estão sendo respeitados o cronograma e a execução estabelecidos em projeto.

O diretor da Defesa Civil de Guaramirim, Ezequiel de Souza, os técnicos estiveram no local por quase toda manhã e parte da tarde de ontem, realizando medições para definir o início da próxima etapa: a construção do muro de gabião. A previsão é de quem em uma ou duas semanas a estrutura do muro comece a ser erguida.

Residências

Além de ver o andamento das obras, os técnicos também avaliaram se casas podem ser desinterditadas, além de verificarem a possibilidade de demolição de casas que estão no caminho da obra.

Funcionários da Defesa Civil estadual vistoriaram as obras da SC-108 | Foto Divulgação/PMG

O geólogo assistente técnico de Defesa Civil, Humberto Alves da Silva, a gerente de Preparação, Elna Fatima Pires de Oliveira e a gerente de Prevenção, Susana Costa, acompanharam os trabalhos de limpeza dos entulhos, analisaram o solo e também fizeram avaliação de residências para a desinterdição.

“Eles agora vão realizar um estudo mais detalhado e durante a próxima semana vão expedir laudo autorizando ou não o retorno dessas famílias para algumas das residências interditadas”, ressaltou Ezequiel.

Das 68 famílias que precisaram deixar o local devido ao deslizamento de terra do dia 18 de fevereiro, 38 delas estão recebendo aluguel social de R$ 690, outras 25 vivem em casa de parentes e amigos, além de quatro que não se encaixam para receber o benefício.

Obras

O projeto de recuperação da SC-108 está sendo feito com um modelo de obra inédita em Santa Catarina. Chamado de crib wall, a técnica de contenção utiliza peças de estrutura pré-moldada que se encaixam e se sobrepõem em forma de “fogueiras”, cujo espaço interno é preenchido com pedras.

O muro é composto de concreto, metal ou madeira. Os módulos são preenchidos e criam uma estrutura que exerce a contenção por meio de gravidade. A empresa contratada para executar a obra, de Palhoça, na Grande Florianópolis, deve concluir os trabalhos em cerca de 90 dias.

 

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