O presidente Jair Bolsonaro usou os poucos mais de 30 minutos de sua fala no Centro de Eventos de Chapecó, na manhã desta quarta-feira (7) para reforçar a defesa sobre a autonomia dos médicos no uso de medicamentos no combate ao coronavírus e garantir, mais uma vez, de que não haverá lockdown nacional.

Na rápida visita que fez à cidade do Oeste catarinense, o chefe do Executivo fez questão de destacar o trabalho, segundo ele exemplar, realizado pelo prefeito João Rodrigues, que, desde janeiro, enfrentou um colapso no sistema de saúde, implantou um Centro Avançado de Atendimento Covid, com duas enfermarias e mais de 100 leitos no próprio Centro de Eventos, e agora desativou a estrutura após alta dos pacientes.

Bolsonaro quer usar esse trabalho como modelo para todo o país, embora Chapecó ainda tenha UTIs lotadas e letalidade acima da média nacional.

O presidente evitou usar a expressão “tratamento precoce”. Preferiu defender a liberdade dos médicos de usar o medicamento que achar melhor para combater a doença. “Quem abre mão da liberdade em troca da segurança, corre o risco de no futuro ficar sem liberdade e sem segurança”, afirmou. “Liberdade acima de tudo. A nossa liberdade vale mais que a nossa própria vida”, completou.

Sobre o lockdown, Bolsonaro foi categórico: “Não vai ter lockdown nacional. O exército brasileiro não vai às ruas para manter o povo dentro de casa”, assegurou. “O fechamento geral só provoca desemprego, recessão, depressão e fome. Precisamos ser fortes para encarar o problema, mas sem parar a economia”, reforçou. “O desemprego e a fome serão piores que o vírus”, alertou. “Esse virus veio para ficar, temos que saber enfrentá-lo”, concluiu, antes de receber os aplausos dos quase 200 presentes no Centro de Eventos. De Chapecó, Bolsonaro seguiu com a comitiva para Foz do Iguaçu.