Kassner quer conversar com a Amvali para trazer especialistas em compostagens ao município | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Kassner quer conversar com a Amvali para trazer especialistas em compostagens ao município | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O vereador de Jaraguá do Sul Anderson Kassner (PP) passou a quarta-feira (10) em Florianópolis para acompanhar um projeto existente na capital catarinense para destinação de resíduos orgânicos por meio da compostagem.

Ele pretende levar algo semelhante à Câmara de Vereadores do município para implantar na cidade.

Durante a viagem, o parlamentar conheceu diversas formas de se fazer compostagem, sendo que para todas elas é preciso fazer investimentos.

Por isso, Kassner defende que o passo inicial é trabalhar para criar uma lei municipal incentivando a compostagem e, assim, mobilizar a população através das vantagens do modelo.

"É preciso trabalhar com a comunidade, demonstrar que isso pode ser uma coisa viável tecnicamente e economicamente", relata.

Além da capital catarinense, Lages e Rancho Queimado foram cidades contempladas com os recursos do Ministério do Meio Ambiente, que destinou R$ 1 milhão para dez cidades brasileiras para implantar o projeto.

"Jaraguá precisa se agilizar para fazer uma licitação, apresentar projeto e também buscar recursos", ele comenta.

Segundo Kassner, Florianópolis trabalha com um modelo que contempla três etapas diferentes.

O primeiro, chamado "Minhoca na Cabeça", é onde os moradores participam de cursos sobre compostagem e recebem três composteiras.

O vereador afirma que esse modelo é bom para quem não gosta de colocar a mão na massa.

 

 

"A composteira é projetada para que seja necessário apenas trocá-las de posição, sem precisar mexer com minhoca e coisa do tipo", ele conta.

A segunda etapa consiste em Pontos de Entrega Voluntária (PEV), onde é disponibilizado vasilhames para restaurantes e condomínios, que pagam uma taxa para participar do projeto.

"Eles tem uma diminuição de custo, pois o lixo industrial não vai mais para a coleta normal da cidade", observa o pepista.

Os orgânicos gerados por esses estabelecimentos são destinados a espaços da Comcap, autarquia responsável pela gestão do lixo na capital.

Esse espaço é chamado de leiras, sobreposição dos materiais orgânicos que permite a compostagem de grandes volumes.

Economia de custos

Todos os dias, uma empresa parceira da Comcap trata dez toneladas de resíduos orgânicos dentro de terrenos da autarquia.

"Através desse modelo de leiras, o orgânico se torna húmus e os parceiros do projeto vendem o húmus, gerando renda e emprego para o município", destaca.

Kassner avalia que é possível fazer alguns pontos em Jaraguá do Sul, mas o primeiro passo é encontrar parceiros que queiram investir no negócio.

"Eu preciso achar pessoas que queiram fazer do orgânico um negócio rentável", afirma.

O vereador diz que além de melhorar a questão ambiental, um modelo similar ajudaria na economia do município, pois transformaria o lixo em um produto que pode ser utilizado na jardinagem e agricultura, além de diminuir o peso do material transportado para o aterro sanitário.

Segundo dados do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) de Jaraguá do Sul, o município gera 2,8 toneladas de lixo por ano, sendo que a cidade gera de 50% a 55% de resíduos orgânicos.

 

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