A história do prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini (MDB), que está no 5º mandato à frente do município – quase 20 anos de Prefeitura – teve um dos seus dias mais dramáticos nesta quinta-feira (13). Orildo Severgnini (MDB) foi preso de forma preventiva na Operação Et Pater Filium, por suspeita de prática de corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, crimes ligados a empresários da construção civil.

 

 

O filho do prefeito, Marcus Vinícius, servidor público licenciado e empresário, também foi detido. A prisão dos dois não tem prazo fixo e deve se estender até que a investigação se encerre, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que atua no caso.

 

A trajetória política

Major Vieira é uma pequena cidade do interior catarinense, no Planalto Norte, a 393 km da Capital e pouco mais de 8 mil habitantes. Severgnini, que perdeu a eleição de 2012, voltou ao poder em 2016, vencendo Adilson Lisczkovski (PSDB). Antes da prisão, Severgnini esteve à frente de diversas entidades, como o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Contestado (CISAMURC), a Associação dos Municípios do Planalto Norte (AMPLANORTE) e a Associação dos Municípios da Região do Contestado (AMURC).

O Consórcio de Desenvolvimento Econômico do Planalto Norte (CODEPLAN) também foi comandado por Severgnini. Ele também foi vereador entre 1989 e 1992, diretor da Secretaria de Estado da Infraestrutura, curador da Universidade do Contestado e presidente da APAE.

O auge da sua carreira política foi a presidência da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), que caiu no colo de Severgnini em 4 de junho, depois que Saulo Sperotto, prefeito de Caçador, deixou o cargo para concorrer à reeleição. Ele era o vice-presidente da gestão e ficaria no poder até o fim dos mandatos dos atuais prefeitos, que termina em dezembro de 2020.

 

* Com informações de Nícolas Horácio/Coluna Pelo Estado

 

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