IST é a nova denominação que o Ministério da Saúde adotou em substituição ao termo DST em 2016. A denominação de D, de DST, vêm de "doença" que implica em sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo. Já as “infecções“ podem ter períodos assintomáticas ou se manter assintomática durante toda a vida do indivíduo.

A ginecologista e obstetra Dra. Thaís Lebtag, explica que as infecções sexualmente transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

"São transmitidas, principalmente, por meio de contato sexual (oral, vaginal, anal) sem uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para criança durante a gestação, o parto ou amamentação."

Ela ainda ressalta que, devido à alta prevalência, as infecções sexualmente transmissíveis são um problema de saúde pública e engana-se quem pensa que é algo ligado a classe social, idade ou identidade sexual.

Quais são as ISTs mais frequentes?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis mais frequentes são o HPV (Papiloma Vírus Humano) e a clamídia. Gonorreia, Herpes genital, Sífilis, Tricomonas, HIV, Hepatite B também são frequentes no Brasil. Há ainda, outras IST menos frequentes como a Cancro Mole e Donovanose.

ISTs podem ser assintomáticas

A especialista alerta que é importante lembrar que nem toda IST apresenta sintomas. Em alguns casos podem estar associados a quadros de corrimento vaginal, dor pélvica (“no pé da barriga “), mau cheiro na região íntima, dor e sangramento na relação sexual, infecção do útero e nas trompas, feridas e verrugas na vagina, vulva e ânus, e alguns tipos de câncer (colo uterino, fígado) e AIDS.

"A alta morbidade dessas doenças vêm do impacto da saúde física e mental dessas pacientes, rompimento dos relacionamentos, mágoa, suspeita ou certeza de uma traição e até culpa", pontua.

Já sob ponto de vista do gênero, homens se lamentam por não ter se prevenido antes, enquanto as mulheres, mesmo com único parceiro muitas vezes são acusadas de terem adquirido a doença. A invisibilidade bi/lésbica também faz com que haja o mito que essas mulheres sejam “imunes” às ISTs.

Devido a isso, a Dra. Thaís enaltece que é preciso estabelecer uma relação médica-paciente de respeito e confiança com essas pacientes, para torná-las aptas a entrar no cuidado e se sentirem responsáveis por sua saúde - "apoio emocional e conhecimento são fundamentais".

Tratamento

Na presença de sintomas que indiquem uma IST, é muito importante ir ao atendimento com o ginecologista para confirmar se é uma infecção após exame clínico ou realização de exames e indicar o tratamento adequado.

"Apesar da maioria das ISTs poder ser curável, com o tratamento que envolve uso de medicamentos como antibióticos, antifúngicos e antivirais, em alguns casos, como HIV, hepatite e HPV, a cura nem sempre é possível. Por tanto, pratique sexo seguro", finaliza Dra. Thaís.

Sobre a especialista

A Dra. Thaís Straliotto Lebtag (CRM/SC 14849 e RQE 12.383) atende no Hospital e Maternidade Jaraguá, na rua dos Motoristas, 120. E também na Policlínica Rio Branco, na rua Barão do Rio Branco, 207, 1º andar, sala 05. Contato pelo telefone (47) 3275-1063.