Com a chegada do inverno e das temperaturas mais baixas, algumas doenças que são mais comuns nesse período do ano também vão surgindo. Deve-se manter atento aos sintomas as formas de prevenção de algumas doenças para que, em caso de diagnóstico, o tratamento seja eficiente.

De acordo com o pneumologista, Dr. Felipe Benthien que atende no Hospital São José de Jaraguá do Sul os sintomas mais recorrentes numa mudança do clima são: tosse, dor de garganta, coriza nasal e dor de cabeça. Esses sintomas estão relacionados a infecção de vias aéreas superiores, e dentre essas infecções as mais comuns são: sinusite, rinosinusite, faringite e amigdalite.

“São patologias muito frequentes relacionadas à mudança e queda da temperatura, então a gente tem essa busca frequente nos serviços de pronto atendimento. Também vale ressaltar que na grande maioria, essas infecções são virais, sendo que os vírus de gripe e resfriado são os mais diagnosticados”, explica o especialista.

Resfriado x gripe

O médico pontua que é importante diferenciar o vírus influenza de um resfriado comum. A gripe é uma doença mais forte comparada com o resfriado, que é uma doença mais simples. A gripe geralmente traz febre alta, dores no corpo, mialgia, dores articulares e o paciente fica um tempo mais acamado, mais enfraquecido.

Geralmente num caso de resfriado comum os sintomas são congestão nasal, coriza, lacrimejamento, um pouco de dor de cabeça, mas são situações em que o paciente não chega a ter febre ou então, se houver, apenas febre mais baixa (até 37,5ºC).

“Vale ressaltar que quando o paciente apresenta diagnóstico de resfriado a recuperação ocorre naturalmente com sintomáticos e não há necessidade de grandes medicamentos”, destaca.

Já num caso de gripe, que ocorre pelo influenza, os sintomas são mais fortes e é necessário o uso de medicamentos mais intensos - o Tamiflu (Oseltamivir). A necessidade de um medicamento mais forte é exatamente focar num tratamento mais específico.

O pneumologista lembra que esses sintomas gripais se confundem com os sintomas do Covid e que na maioria dos casos após 48 horas de sintomas os pacientes testam também para Covid, embora o Covid possa iniciar com poucos sintomas de vias aéreas superiores e começar com tosse, falta de ar e dor torácica e em 4 ou 5 dias evoluir para um pneumonia propriamente dita.

Outras doenças que merecem mais atenção

Além das infecções mais simples de vias aéreas superiores virais, nessa época do ano também são comuns as infecções bacterianas como a sinusite bacteriana, que geralmente vem precedida de sintomas gripais e após 5 dias desses sintomas pode ocorrer o crescimento de bactérias. Entre os mais comuns é o estreptococos, em que ocorre os sintomas de congestão e secreção mais purulenta ou amarelada, além da tosse que pode ser mais prolongada e requerer o uso de antibióticos para sinusite ou amigdalite.

Outra questão que é importante destacar é a exacerbação de doenças crônicas que o paciente já tem, por exemplo a asma, a bronquite, ou a bronquite relacionada ao tabagismo que é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Dr. Felipe ressalta que os pacientes que fazem exacerbações, às vezes fazem infecções de vias aéreas superiores (gripe simples), e estes são precursores importantes da exacerbação de uma crise de asma ou de DPOC.

“O paciente começa com sintomas de vias aéreas superiores e passa a ter sintomas de vias aéreas inferiores que são tosse, chiado no peito, falta de ar e dor torácica, e se nesse caso ocorrer um infiltrado pulmonar, consideramos a possibilidade do paciente estar com uma pneumonia bacteriana associada a uma exacerbação de uma doença já existente”, explica.

Todas essas infecções de vias aéreas mais inferiores (asma, bronquite e pneumonia) correm o risco de levar o paciente a uma insuficiência respiratória e esta insuficiência leva a necessidade do uso de oxigênio complementar. Se for em dose alta, há uma necessidade do paciente ser admitido a um serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a possibilidade de risco de vida.

“Claro que um paciente que tem risco de vida por uma exacerbação ou pneumonia, conta muito se ele tem idade acima de 65 anos e comorbidades que são as disfunções do sistema renal, cardíaco, ou diabetes, pois influenciam muito a ter um risco maior de complicações pelas doenças respiratórias”, complementa Dr. Felipe.

Ele ainda enfatiza que todas essas doenças respiratórias são de muita importância que o paciente procure de forma precoce o tratamento, ou seja, quanto mais cedo o paciente iniciar o tratamento com antibióticos, mais cedo ocorrerá o sucesso no tratamento.

Onde encontrar

O Hospital São José (HSJ) fica na Rua Doutor Waldemiro Mazurechen, 80, no Centro de Jaraguá do Sul. Contato: (47) 3274-5000. Acesse o site da instituição (hsaojose.com) para ficar por dentro das novidades. Acompanhe também nas redes sociais: Facebook (@hospitalsaojosedejaraguadosul) e Instagram (@hospital_saojose).

O texto contou com a participação do especialista Dr. Felipe Benthien (CRM-SC 10890 | RQE 7649) que atende no HSJ.