Em um momento de maior instabilidade econômica e cautela por parte dos investidores, cresce a demanda por estratégias mais estruturadas de proteção e gestão patrimonial. No mercado imobiliário, ou de ativos, essa mudança de comportamento tem levado clientes a buscar não apenas oportunidades de compra ou venda, mas soluções completas capazes de acompanhar o ciclo do patrimônio ao longo do tempo.
Segundo o consultor e empresário Luiz Sérgio de Assis Pereira Júnior, essa transformação reflete um amadurecimento do investidor, que passa a enxergar o imóvel como parte de uma estratégia mais ampla. “O cliente deixou de buscar apenas a transação. Ele quer entender como aquele imóvel se comporta dentro do patrimônio dele, como gera renda, como se valoriza e como pode ser protegido”, afirma.
De acordo com Luiz, essa nova demanda tem impulsionado um modelo de atuação mais integrado no setor.
“O mercado começa a caminhar para estruturas que não trabalham apenas com compra e venda, mas com gestão completa do ativo. Isso envolve desde a escolha do investimento até a locação, análise de rentabilidade e proteção patrimonial.”
O conceito amplia o papel tradicional das imobiliárias, aproximando o setor de uma lógica mais próxima à gestão de ativos. Na prática, significa acompanhar o imóvel ao longo de todo o seu ciclo: aquisição, desenvolvimento, geração de renda e eventual desinvestimento. “Imóvel não é apenas um bem estático. Ele pode ser estruturado, reposicionado e potencializado ao longo do tempo. Quando o cliente entende isso, ele passa a tomar decisões muito mais estratégicas”, explica.
Outro fator que ganha relevância nesse contexto é a segurança patrimonial. Com o aumento da complexidade das operações e do volume de patrimônio envolvido, cresce também a preocupação com riscos. “Hoje, além de rentabilidade, o cliente quer proteção. Seguro de obra, seguro locatício, cobertura patrimonial… tudo isso passa a fazer parte da estratégia”, diz Luiz.
A tendência, segundo ele, é que o mercado evolua para um modelo mais especializado, em que o atendimento seja menos massificado e mais personalizado. “O investidor está mais exigente. Ele quer profundidade, quer análise, quer acompanhamento. E isso exige uma mudança na forma de atuar.”
Para Luiz, esse movimento aponta para uma nova fase do setor imobiliário, em que a gestão contínua do patrimônio passa a ser tão importante quanto a própria aquisição do imóvel.
“Cada vez mais, o diferencial não estará apenas na oportunidade de compra, mas na capacidade de estruturar, acompanhar e proteger aquele patrimônio ao longo do tempo”, finaliza.
Sobre Luiz Sérgio de Assis Pereira Júnior
Com uma carreira marcada por grandes realizações no setor imobiliário, Luiz Sérgio de Assis Pereira Júnior acumula experiência como consultor, empresário e investidor, sempre pautado pela excelência, estratégia, inovação e visão de longo prazo. Entre 2002 e 2006, esteve à frente da reestruturação da Engetec Imóveis na unidade de Guaramirim, organizando a parte societária e montando uma equipe estratégica de vendas e locação. A partir de 2006, assumiu a coordenação e gerência da unidade de Jaraguá do Sul, onde liderou a expansão de três novas unidades e participou do início das vendas do Programa Minha Casa Minha Vida, tornando a empresa líder nesse segmento. Entre 2009 e 2016, coordenou as vendas dos empreendimentos da Construtora Rogga, conquistando dois troféus de liderança em vendas e garantindo mais de 50% das unidades comercializadas pela Engetec. Junto da atuação direta no mercado, também desempenhou um papel ativo no desenvolvimento do setor. Foi coordenador do Núcleo das Imobiliárias de Guaramirim entre 2011 e 2013 e, logo depois, tornou-se o mais jovem presidente da Aijs – Associação das Imobiliárias de Jaraguá do Sul, de 2013 a 2015. Formado em Administração pela PUC, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e especialização como Perito em Pareceres Técnicos pelo Ibrep, Luiz Sérgio participou de grandes operações imobiliárias na região Sul do Brasil. Foi responsável pela desmobilização de ativos do Grupo Malwee, em Santa Catarina, e da Copel Energia, no Paraná, além de atuar atualmente como gestor de uma carteira de Family Offices, focado na aquisição e administração de ativos para geração de renda recorrente.