Os loteamentos fechados seguem em expansão no mercado imobiliário brasileiro e começam a ganhar cada vez mais espaço também em cidades médias, impulsionados pela busca por segurança, qualidade de vida e planejamento urbano.
Em Jaraguá do Sul, o movimento acompanha mudanças no comportamento das famílias e dos investidores, que passaram a valorizar empreendimentos com menor adensamento, infraestrutura planejada e maior sensação de privacidade.
Segundo o consultor e empresário Luiz Sérgio de Assis Pereira Júnior, a cidade ainda possui forte potencial para crescimento desse segmento.
“Jaraguá tem características muito favoráveis para loteamentos fechados. Existe uma cultura patrimonial muito forte, além de um público que valoriza segurança, organização e qualidade de vida no longo prazo”, afirma.
De acordo com Luiz, o interesse por esse modelo vai além da moradia e também está relacionado à valorização patrimonial. “Historicamente, loteamentos bem estruturados e bem posicionados tendem a apresentar valorização consistente ao longo do tempo, principalmente em cidades organizadas economicamente.”
Outro fator que impulsiona o segmento é a mudança na forma como as pessoas escolhem onde morar. Áreas de lazer, integração com a natureza, espaços de convivência e controle urbanístico passaram a ter peso importante na decisão de compra.
“O cliente não procura apenas um terreno. Ele procura um ambiente que entregue experiência, previsibilidade e bem-estar”, explica.
Na avaliação de Luiz, Jaraguá do Sul ainda vive um momento saudável para expansão desse tipo de empreendimento, especialmente pela combinação entre crescimento econômico, renda elevada e qualidade urbana. “O que deve diferenciar os próximos projetos será a capacidade de entregar conceito, planejamento e qualidade de vida de forma sustentável.”
A tendência acompanha um movimento observado em diferentes regiões do país, em que os loteamentos fechados deixam de ser produtos restritos a grandes centros e passam a fazer parte da expansão organizada das cidades médias.