A esperança de uma segunda chance para viver. O transplante de órgãos representa muito para quem está na fila de espera por um órgão compatível. Em Santa Catarina, os números são alarmantes, com um total de 598 pessoas na espera por doação. Referência no Vale do Itapocu, o Hospital São José é credenciado para fazer transplantes desde 2017, com o intuito de ajudar a reduzir este número e atender a especialidade na região.

Com uma estrutura completa e bem preparada, hoje o hospital está habilitado para realizar transplantes hepático e renal, sendo uma escolha segura para quem aguarda pelo procedimento. Os pacientes podem realizar o acompanhamento, a cirurgia e recuperação dentro da estrutura, com consultas periódicas com médico especialista e acesso gratuito a todos os exames necessários.

A Unidade de Transplante oferece oportunidade aos pacientes de todo o Estado a terem avaliação e acompanhamento médico de qualidade, tendo à disposição uma equipe multidisciplinar para acompanhamento durante todo o processo. A atuação de enfermeiros, psicólogo, nutricionista, assistente social e médicos possibilita uma visão global de cada paciente.

Foto Arquivo/Eduardo Montecino/OCP News

Além disso, os pacientes vindos de outros municípios podem fazer uso da “Casa São José” para hospedagem gratuita no período pré e pós-transplante. A estrutura é mantida por uma associação voluntária do hospital pela Associação de Voluntários do Hospital São José (AVSJ).

Segundo o Diretor Geral do HSJ, Mauricio José Souto-Maior, a captação de órgãos e transplantes são dos procedimentos de maior complexidade em saúde. “Um hospital precisa estar apto e preparado para executar estes procedimentos, com estrutura bem equipada e com equipe experiente. Hoje nós temos estas condições”, acrescenta.

Atualmente, além de Jaraguá do Sul, apenas outros 5 municípios catarinenses estão aptos a fazer transplantes. Até o momento, 11 procedimentos foram realizados no Hospital São José.

"Uma das diretrizes do Hospital é, sempre que justificável, oferecer novos serviços de saúde para nossa comunidade e região. Isso é importante pois gera mais conforto para o paciente e seus familiares, eliminando a necessidade de deslocar-se para outras regiões. Parabéns pelos dois anos a toda equipe envolvida pela qualidade dos serviços e contribuição para redução da fila de espera de transplantes", diz Antônio Cesar da Silva, membro do Conselho Deliberativo da Associação Hospitalar São José de Jaraguá do Sul.

Equipe de acolhimento

Das quase seiscentas pessoas que aguardam um órgão para transplante, 379 esperam por um rim e 23 um fígado, especialidades em que o hospital tem capacitação para atender. Mas o número crescente de pessoas na espera também é reflexo das recusas dos familiares de possíveis doadores que podem salvar vidas.

Segundo dados da SC Transplantes, até julho deste ano, 336 pessoas foram notificadas com morte encefálica em Santa Catarina. Destas, apenas 171 foram feitas doações efetivas, e 72 foram de recusa familiar.

Foto Matheus Wittkowski

Para que mais doações se concretizem, e as pessoas entendam a importância da doação, é necessário de uma equipe preparada para acolher as famílias que acabaram de perder seus entes queridos. No Hospital São José essa equipe forma a Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) e é composta por um médico coordenador e cinco enfermeiros, todos capacitados pela Central estadual de Santa Catarina para realizar este trabalho.

Durante todo o processo de investigação da morte encefálica, a família do paciente é acompanhada pelos enfermeiros da comissão.

“Sempre nos colocamos a disposição dos familiares para ajudar em qualquer coisa que esteja sendo necessária a família naquele momento”, explica a enfermeira Raisa Carolina Campos Oliveira Lindner.

Nos seis primeiros meses de 2019 foram realizadas oito captações de órgãos no hospital, número que se aproxima do total de 2018, chegando a 12 doações.

A captação de órgãos é feita pelo Hospital São José há mais de dez anos, sendo credenciado desde 2006 para realizar diagnóstico de morte encefálica junto à central estadual.

A estrutura necessária para a realização dos procedimentos de diagnóstico de morte encefálica e captação multiorgânica é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o centro cirúrgico da instituição.

A doação de órgãos acontece sempre depois do diagnóstico de morte encefálica, que é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Isto significa que a lesão no cérebro foi tão grande a ponto de o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre.

Hospital referência em Alta Complexidade

Foto Matheus Wittkowski

Fundado em 1936, o Hospital São José sempre teve como missão o bem-estar, sendo um dos agentes a promover a saúde dos jaraguaenses. Com uma história de crescimento e engajamento da comunidade, hoje o hospital é referência em Alta Complexidade nas áreas de Oncologia, Ortopedia, Neurocirurgia e Transplantes; não só na região, mas como em todo o Norte de SC.

O São José é o único na região que conta com o selo de Certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), fazendo parte dos 5% dos hospitais do Brasil que são acreditados.

Com uma média de 700 colaboradores, conta com um corpo clínico de aproximadamente 200 médicos atuantes, e o apoio de cerca de 350 voluntários. São 21,5 mil metros quadrados de área construída, com uma estrutura acolhedora e humanizada, planejada para atender as diversas especialidades.Um hospital privado e filantrópico, que atende a todos os convênios, inclusive o SUS (Sistema Único de Saúde).

O Hospital São José fica na rua Doutor Waldemiro Mazurechen, 80, no Centro de Jaraguá do Sul. Contato: (47) 3274-5000. Acesse o site oficial da instituição para ficar por dentro das novidades, acompanhe também nas redes sociais: Facebook e Instagram.