Você sabe o que é a Síndrome do Pânico ou conhece alguém que tem? A prevalência de pânico é de 2 a 5% e a crise acontece sem fator desencadeante perceptível, ou seja, o indivíduo simplesmente passa mal sem causa conhecida.

De acordo com a psiquiatra, Andréa Cristina Galastri, a síndrome do pânico é comum em pessoas mais perfeccionistas e com necessidade de controle do mundo ao seu redor, porém, geralmente de forma inconsciente.

A crise pode levar em média 15 minutos, mas pode chegar a uma hora, e a pessoa mescla sintomas físicos com sintomas mentais. A psiquiatra explica que os sintomas físicos são variados e que dependem de cada caso, a pessoa pode sentir tontura, sudorese, tremores, sensação de desmaio, taquicardia, boca seca, formigamento, dor de cabeça, no peito ou na barriga, inquietação, calafrios ou arrepios.

“Além disso, alguns pacientes podem ter a percepção de que está morrendo, sofrendo infarto, derrame ou enlouquecendo. É como se a pessoa levasse um grande susto sem causa aparente”, explica Andréa.

As crises de pânico são autolimitadas e passam sozinhas, porém, de acordo com a psiquiatra, muitas pessoas acabam procurando o serviço de saúde pelo mal-estar posterior à crise e o medo de morte iminente.

A grande maioria dos pacientes que têm crises de pânico tem uma percepção muito clara de doença cardíaca. "A síndrome conta com várias crises de pânico e o medo entre as crises que chamamos de medo antecipatório, ou medo de ter medo", explica.

Entenda alguns sintomas da crise de pânico

Além disso, já que o pânico é comum em locais fechados ou na quebra de rotina, a pessoa acaba abandonando os lugares ou atividades aonde teve a crise de pânico. Assim, deixa de entrar em determinado banco, loja ou ônibus, e também pode ter dificuldade em dirigir ou andar de carro, especialmente na autoestrada.

O paciente pode ter dificuldade de permanecer em locais como elevadores, aviões e pode também evitar ficar sozinho, ou seja, acaba limitando a vida de várias maneiras, podendo chegar a casos extremos, quando a pessoa não consegue mais sair de casa. É comum o pânico ser acompanhado de agorafobia, que é a dificuldade em estar em grandes espaços abertos, ou em multidões.

Andréa ressalta que a crise de pânico pode acontecer a qualquer hora do dia, mas especialmente do final da tarde para noite. Pode também acontecer durante o sono e a pessoa acordar em crise.

Pânico x Ansiedade

A síndrome de pânico é um tipo de ansiedade, mas as crises clássicas de pânico se diferenciam das crises de ansiedade conhecidas pelo público geral. Isso porque nas crises de ansiedade existe uma causa reconhecível pelo indivíduo, algo que gerou o estresse, como uma notícia ruim, uma discussão importante, um enfrentamento como entrevista de emprego ou prova de vestibular.

“Nas crises de pânico, a pessoa tem a sensação de que estava tudo bem e ‘do nada’ teve a crise, por isso existe uma certeza tão grande no pânico de que as causas são físicas”, diz Andrea.

O pânico pode estar associado a algumas condições clínicas, como prolapso de válvula mitral, zumbido e labirintite. Pode acontecer em períodos da vida, às vezes por anos, e depois melhorar. Também pode ser recorrente e surgir novamente em outros períodos, além de poder estar associado a outros tipos de ansiedade ou depressão.

A Síndrome do Pânico tem tratamento, e segundo a psiquiatra inclui medicação e psicoterapia. Ela afirma que quanto mais precoce o tratamento, melhor a chance de evitar a que as crises se tornem crônicas.

Sobre a especialista

A psiquiatra Dra. Andréa Cristina Galastri (CRM 10561 e RQE 5122) atende na rua Amazonas, 227, no centro de Jaraguá do Sul. Informações pelo (47) 3371-7284.