Dificilmente encontraremos alguém que nunca sentiu, ao menos uma vez, dor de cabeça. No dia a dia dos consultórios brasileiros, essa condição é uma das queixas mais frequentes. E cerca de 114 milhões de brasileiros sofrem de cefaleia - ou popularmente conhecida como dor de cabeça-, é o que mostra a Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Cefaleia pode ocorrer em qualquer momento da vida das pessoas, da infância a velhice. Entretanto, em cada idade o distúrbio é relacionado a alguma causa específica, na infância, por exemplo, pode estar ligada a uma condição emocional.

Segundo o neurologista, Dr. Vicente Caropreso, a cefaleia pode ser classificada em dois grupos, as primárias e secundárias. O primeiro grupo representa as dores de cabeça que possuem relação com sintoma e enfermidade, mas nem sempre uma causa identificável. Os tipos mais comuns são: enxaqueca, cefaleia de tensão e cefaleia em salvas.

 

Por outro lado, a cefaleia secundária está relacionada a outras doenças que podem ser diagnosticadas por exames clínicos ou laboratoriais. Normalmente são correlacionadas a sinusite, infecções bacterianas e virais, tumores cerebrais, traumatismo craniano, entre outros.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico dos diferentes tipos de cefaleia começa pela história do paciente e pelo exame clínico. Caso o médico não encontre nada no exame clínico, o diagnóstico pende para a cefaleia primária, porém, se observa alguma alteração, um exame mais aprofundado é solicitado, como de sangue e imagem, como ressonância magnética.

O neurologista pontua que o uso excessivo e frequente de medicamentos analgésicos leva a casos crônicos de cefaleia. Estes são extremamente difíceis de tratar ou podem ter tratamento indefinido.

“Por isso, se a pessoa tiver mais de uma crise de cefaleia por mês é bom procurar o seu médico, para evitar automedicação e seus efeitos colaterais nocivos.”, ressalta o especialista Dr. Vicente Caropreso

Sobre o especialista

O Dr. Vicente Caropreso (CRM-SC 3463 e RQE 618) atende no centro de Jaraguá do Sul. É médico neurologista desde 1983, voluntário da Apae de Jaraguá do Sul. É referência estadual dos Agravos Epidemiológicos Botulismo e Doença de Creutzfeld-Jacob (DCJ) e é médico honorário do Hospital e Maternidade São José.