No passado, por diversas vezes era necessário abrir o paciente para verificar uma possível doença, ou seja, submeter a uma cirurgia invasiva, onde não havia a certeza de que algo seria encontrado. Entretanto, com o avanço dos exames de imagens, esse procedimento já não é mais preciso.

A medicina diagnóstica permite a observação de órgãos internos e a identificação de futuras doenças, como o câncer, através de métodos mais eficientes, indolores, ágeis e muito menos invasivos.

Para compreender a evolução do radiodiagnóstico, conversamos com o especialista Dr. Fabiano, o médico técnico responsável pelo CDI do Hospital São José. O radiologista ressalta que a descoberta do Raio-X ocorreu durante um experimento do físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, em 1895, onde percebeu que os raios de um tubo faziam brilhar uma placa de bário (metal macio de aspecto prateado), mesmo quando objetos eram colocados entre a placa e o tubo.

Imagem | Deutsches Röntgen-Museum

O método revolucionou a medicina e abriu caminhos para emissão de diagnósticos de diversas patologias, sendo um impulsionador para o desenvolvimento de outros aparelhos que permitem o estudo das áreas internas do corpo, comenta Dr. Fabiano.

A Tomografia Computadorizada, por exemplo, é uma derivação do raio x e tornou-se extremamente importante para a medicina, por proporcionar maior assertividade do que as radiografias tradicionais, fornecendo imagens mais detalhadas de órgãos internos, ossos, tecidos e vasos sanguíneos. Ao contrário de quando surgiu, em 1972, agora os tomógrafos multislices utilizam poucas doses de radiação, possuem múltiplas fileiras de detectores, que permitem adquirir diversos cortes de imagem ao mesmo tempo, e em baixíssimo tempo de aquisição.

Podemos dizer que o século XX foi marcado por avanços significativos na área da medicina diagnóstica. A evolução do Raio X nos levou ao desenvolvimento do Ultrassom, um método prático, acessível e sem nenhum efeito colateral. Além da Ressonância Magnética, que segundo o Dr. Fabiano, abriu novos caminhos para o mapeamento das regiões cerebrais responsáveis pelo controle da memória e coordenação motora.

Fabiano Cé Bassanesi, médico técnico responsável pelo CDI do Hospital São José

Ao observar toda a contribuição que o Raio X possibilitou aos exames de imagem, o especialista ressalta que o futuro destes diagnósticos podem tomar diversas direções, onde serão respondidas perguntas como, se um dia entraremos em uma máquina que permitirá identificar todos os nossos problemas físicos e, até mesmo mentais, ou se um dia será possível ter em casa um aparelho de ultrassonografia para acompanhar a gestação de bebês.

Onde encontrar

O Hospital São José (HSJ) fica na Rua Doutor Waldemiro Mazurechen, 80, no Centro de Jaraguá do Sul. Contato: (47) 3274-5000.

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O texto contou com a participação do especialista em radiologia Dr. Fabiano Cé Bassanesi(CRM-SC 8746) que atende no HSJ.