Este texto não é sobre lutar. É sobre fazer as pazes com a ansiedade.

A ansiedade tornou-se nos últimos tempos, queixa principal nos consultórios de psicologia.

Para definir se o estado ansioso é normal ou patológico, se ajuda ou atrapalha, deve-se avaliar a intensidade e frequência com que ocorre, duração e a interferência no desempenho social e profissional do indivíduo.

Desta forma, a ansiedade patológica se diferencia da normal pois, paralisa a pessoa, limitando e impedindo de seguir com a vida normal, não permitindo assim, uma preparação para lidar com situações ameaçadoras.

O distúrbio de ansiedade é uma doença psíquica caracterizada por um sentimento de insegurança e medo, perturbando a percepção do eixo que nos situa. Embora, comum em todo ser humano, a ansiedade torna-se um distúrbio quando está presente na maioria dos dias, por seis meses ou mais, podendo ser oriunda de choques intensos, devido a um acidente, conflito ou fracasso.

Ela atropela, impede o ar de entrar, e deixa a mente extremamente cansada, acelerando a ponto de paralisar. É o resultado do controle que se quer exercer sobre a vida. Pode ser a destruição dos próprios planos, porém, seu domínio é uma fonte de vitórias!

Preocupação com eventos e situações, perfeccionismo, intolerância à incertezas, dores musculares, irritabilidade, comportamentos compulsivos, medos irracionais ou desproporcionais, impulsividade, excesso de planejamento, dificuldade para dormir, desejo de controlar tudo, dificuldade para manter a concentração, respiração curta, dor no peito ou na cabeça, podem ser sensações tão opressoras que fazem a pessoa sentir que morre um pouco a cada dia, por conta de um amanhã que não existe.

A boa notícia é que podemos todos os dias ressignificar nossas experiências, através do autoconhecimento, gerenciando melhor nossas emoções com uma atenção mais plena e consciente a elas.

Ao ampliar a consciência para o sentido da vida, das escolhas que faço, daquilo que me cerca e a quais ambientes pertenço, melhoro meu bem estar e dou mais condições de sustentar a minha própria felicidade.

Faça uma reflexão e identifique se há a presença da ansiedade em sua vida e caso isso esteja acontecendo, procure ajuda profissional qualificada.

Pequenas ações diárias podem fazer profunda diferença:

  • Adote a prática de tirar 15 minutos do seu dia para organizar seus pensamentos, agenda, planejamento.
  • Mexa-se. Atividade física libera endorfinas.
  • Tenha hobbies.
  • Desenvolva o hábito de agradecer.
  • Medite através de músicas, mantras, afirmações positivas.
  • Pratique a respiração profunda.

Cultive a arte de reservar um tempo para se agradar, cuide-se, reveja suas crenças, ou seja, perceba se aquilo que você acredita e embasa toda a sua vida está de fato colaborando para sua felicidade ou a está levando para bem longe de você.

Os monstros que existem na sua cabeça são piores que os monstros que existem lá foram!

Você não é as tempestades que carrega no seu peito!

 

Texto escrito pela colunista do caderno especial Vida Saudável, Lúcia Helena Lopes.

Psicóloga clínica com formação em Gestalt-terapia MBA em gestão avançada de pessoas e coach com formação pela Alcis.

CRP 12/00791

Foto: Matheus Wittkowski\OCP News

Onde encontrar a colunista

Clínica São Camillo, localizada na Rua João Picolli, 348, no Centro de Jaraguá do Sul. Telefone: (47) 3055-0288