A primeira ação de combate à dengue em Jaraguá do Sul nesta temporada detectou 4.467 recipientes com água parada nas 2.654 casas vistoriadas. Apesar de nenhuma larva Aedes aegypti ter sido encontrada, o combate ao mosquito se mostrou necessário pela quantidade de locais propícios à proliferação, aponta a Secretaria de Saúde. Segundo o coordenador do programa de combate à dengue, Augusto Poffo, a atual situação do município é de baixo risco, mas exige cuidados. “Isso não quer dizer que estamos livres da dengue, ainda mais pela proximidade com cidades que já registraram casos autóctones (transmissão dentro do território) nesse ano, como Joinville e Itajaí”, salienta. No levantamento feito pela Vigilância Sanitária, foi registrada uma média de dois a três recipientes adequados para a reprodução do mosquito por residência. As ações contra o Aedes aegypti foram intensificadas no começo desse mês e devem seguir nesse ritmo até maio. São 627 armadilhas instaladas pela cidade e 158 pontos estratégicos de monitoramento, como borracharias, depósitos e ferros-velhos. De acordo com o último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), 4.359 casos de dengue foram confirmados entre 1º de janeiro e 5 de novembro – período em que o Estado registrou dois óbitos causados pela doença. Do total, 3.978 casos foram de transmissão dentro do Estado, ocorridos em 27 municípios, o que representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano, oito municípios declaram epidemias de dengue no estado: Serra Alta, Bom Jesus, Coronel Freitas, Descanso, Modelo, Chapecó e União do Oeste. No ano passado, apenas Itajaí registrou epidemia, a primeira da história de Santa Catarina. Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti, foram identificados 6.385, em 133 municípios até o momento. Neste mesmo período em 2015 tinham sido identificados 6.170 focos em 112 municípios. O coordenador do programa orienta aos jaraguaenses que não se esqueçam de vistoriar suas residências antes de viajar no fim de ano. “Precisamos de cuidado redobrado nessa época com todos os possíveis reservatórios de água limpa e parada”, alerta. Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda; • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo; • Mantenha lixeiras tampadas; • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água; • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água; • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana; • Mantenha ralos fechados e desentupidos; • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana; • Retire a água acumulada em lajes; • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados; • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário; • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue; • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde; • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.