Por Dyovana Koiwaski | Foto Eduardo Montecino Faltando dois dias para a conclusão da campanha nacional de vacinação contra a gripe, pouco mais de 70% do público-alvo da microrregião se imunizou contra o vírus influenza. A meta era atingir pelo menos 90% das 61.104 que incluem os grupos prioritários. A campanha iniciou no dia 17 de abril e também vem apresentando baixa adesão no país. Até o dia 20, apenas 28,7 milhões de pessoas foram vacinadas, o que representa 53% do público-alvo. Em Santa Catarina, o índice também está em torno dos 70%. Segundo a enfermeira de imunização da Secretaria de Saúde, Ana Kneipp, o setor está intensificando a divulgação nesses últimos dias, principalmente para alavancar os números de doses em grupos que não têm comparecido expressivamente nos postos para se vacinar.Na microrregião, o único grupo que ultrapassou a meta de 90% foi o das puérperas em Massaranduba, com mais de 113% de cobertura. Já o com menor índice são os trabalhadores de saúde de Jaraguá do Sul, com apenas 51,2% de imunização. Corupá está com mais de 71% de adesão, Guaramirim com 73,5%, Massaranduba com 76%, Schroeder com 67,8% e Jaraguá do Sul com pouco mais de 72%. “Os professores da rede pública e privada também estão com baixos indicativos, assim como as crianças, que dependem dos seus pais para serem vacinadas. Nelas, a transmissão do vírus é ainda mais fácil”, comenta Ana. A enfermeira ainda enfatiza que a mobilização não deve ser prorrogada após o dia 26 pelo Ministério da Saúde. Casos de gripe começam a aumentar De acordo com um boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o número de casos de gripe pelo vírus influenza no Estado está aumentando. De janeiro ao dia 29 de abril, foram confirmados 34 casos e cinco óbitos. “Com as quedas de temperaturas cada vez mais frequentes e oscilações durante o dia, o vírus deve circular ainda mais e aumentar os casos de gripes. Por isso, a importância de se vacinar preventivamente a este período”, avalia a enfermeira. O público alvo da campanha, que tem direito a vacina nos postos de saúde, é formado por crianças de dois meses a quatro anos de idade, gestantes, trabalhadores de saúde, puérperas, idosos, professores, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Outro agravante destacado por Ana são as mutações que o vírus sofre de um ano para outro. Por isso, as doses de vacina são atualizadas para garantir uma proteção mais ampla à população. Sobre possíveis reações provocadas pela vacina no organismo, a enfermeira esclarece que o vírus que compõe a fórmula da vacina é inativado, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades, não podendo, portanto, causar gripe. Como se prevenir? Tome a vacina A vacina protege contra Influenza A, H1N1 e H3N2, e contra o vírus Influenza B. Crianças a partir de seis meses de idade já podem receber esta vacina. Na rede pública podem se vacinar gratuitamente crianças de seis meses a cinco anos, pessoas com mais de 60 anos, gestantes ou quem deu à luz nos últimos 45 dias, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (cardíacas, renais, neurológicas, respiratórias, hepáticas, diabéticos, obesos, imunossuprimidos e transplantados) povos indígenas, profissionais de saúde e do sistema prisional e pessoas institucionalizadas. Ventile os ambientes Os vírus da gripe são adquiridos pelo ar. Por isso é importante ventilar o ambiente, brindo portas e janelas, e encarar o clima frio. O mesmo vale para ambientes como ônibus, vans, entre outros. Também evite ficar por muito tempo em locais com grande aglomeração de pessoas. Tomar um vento é melhor do que respirar os vírus da Influenza. Lave as mãos com frequência Os vírus da gripe podem também ser transmitidos por secreções que ficam nas mãos das pessoas. Por isso, lave as mãos depois de tossir ou espirrar, use lenços de papel descartáveis e evite tocar as próprias mucosas do nariz, boca ou olhos depois de cumprimentar pessoas gripadas. Se estiver ao alcance, utilizem álcool gel 70% com frequência.