Neste sábado (18), os pais têm a missão de levar as crianças entre um ano e menores de 5 até uma unidade de saúde do município. O motivo é nobre e necessário: vacinação. O Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio e o Sarampo fará com que as portas das unidades de saúde se abram das 8h às 17h em todo o país.

Em Jaraguá do Sul, apenas quatro unidades não irão disponibilizar as doses, uma vez que não possuem sala de vacina: Ana Paula, Águas Claras, Três Rios do Norte e Vieira.

A supervisora de imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Kneipp, lembra que neste sábado todas as crianças serão atendidas, independente do calendário vacinal. Ela explica que a campanha deste ano funciona como doses de reforço, devido aos casos recentes das doenças no país.

A meta do município é vacinar, neste Dia D, mais de 2,4 mil crianças, o que corresponde a 30% da meta total. Hoje em Jaraguá do Sul, há 8.117 crianças na faixa alvo da campanha e, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a meta total é vacinar 95% do público.

Para Ana, embora o número seja alto, afinal, é possível atingir a todos desde que os pais tenham consciência da importância da vacinação. Além disso, o grupo de trabalho também foi reforçado, serão mais de 110 profissionais atuando neste sábado. “É um grupo grande, mas estamos trabalhando para conseguir atingir a todos”, destaca.

O objetivo do setor de imunização é superar a cobertura vacinal registrada em 2017, quando o município ficou abaixo do percentual preconizado pela OMS. A vacina triviral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba atingiu apenas 86,9% da população.

Já a vacina contra a poliomielite apresentou um número melhor, porém, ainda abaixo: 90,8%. A Organização Mundial da Saúde prevê atingir 95%.

A supervisora apela à consciência dos pais para evitar que as doenças cheguem ao estado, ressaltando ainda a velocidade de transmissão das doenças.

“O sarampo é uma doença de transmissão super rápida e está batendo a nossa porta. Os pais têm responsabilidade de vacinar seus filhos evitando que essa doença entre no nosso estado”, destaca.

“A única forma de prevenção é a vacinação. Embora não tenhamos casos no estado, já temos história de óbito no país em crianças e aí você perder hoje um filho por sarampo tendo uma medida preventiva, fica o ponto de interrogação”, finaliza

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