Após ter um habeas corpus negado por unanimidade pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), Maycon Konell, investigado pela morte da filha em Massaranduba, em outubro do ano passado, foi transferido nesta terça-feira (20) para o Presídio Regional de Blumenau. Konell foi preso pela Polícia Militar do Paraná no dia 27 de março deste ano, pelos crimes de ameaça, estelionato e apropriação. Segundo informações do delegado André Beckman, autor da solicitação de prisão, o pedido se deu depois que o suspeito desapareceu do município, no início do ano, com o carro e cheques do ex-companheiro. Após algum tempo desaparecido, Maycon teria enviado mensagens em tom de ameaça ao ex, pedindo dinheiro, o que fundamentou o pedido de prisão. “Pedimos a prisão do Maycon há alguns dias e comunicamos as autoridades do Paraná, pois já havia suspeita dele estar naquele Estado. A Polícia Militar, por meio da agência de inteligência, deu cumprimento ao mandado ao abordar o mesmo em Pitanga, onde ele foi preso e levado para o presídio da cidade”, relatou o delegado. Dois habeas corpus já foram negados nas primeiras instâncias. Na semana passada foi negado o terceiro recurso pelo STF, em Brasília. O advogado de Konell, Flávio Laube, classificou a prisão como precipitada. “Foi precipitada, pois o Maycon não apresenta riscos à sociedade. Ele sempre teve defensor constituído e se apresentou todas as vezes que foi solicitado” afirmou o advogado. Em um ano, morreram mulher, sogra e filha de "causas naturais" Consta no pedido de prisão outra investigação em curso contra Maycon Konell. No ano passado, a Polícia Civil de Massaranduba começou a investigar a morte da filha dela, de dois anos e sete meses, ocorrida no dia 21 de outubro. As investigações começaram após a polícia desconfiar da morte da criança, que não teve uma causa definida. Outras duas pessoas da mesma família, a mãe e a avó da criança, morreram no mesmo ano, também por causas aparentemente naturais. As três morreram em sequência: a mãe em abril, a avó em agosto e a filha em outubro de 2016. Maycon é investigado apenas pela morte da criança. A defesa nega as acusações. Segundo Laube, a “execração” pública que ocorreu em Massaranduba, com comentários de boa parte dos moradores acusando Maycon pelas mortes, fez com que ele saísse da cidade. Ele estaria em tratamento psicológico, muito abalado com toda situação e ainda em luto pelas perdas do ano anterior. Segundo o delegado do caso, nas próximas semanas devem surgir novidades. Ainda se aguarda um laudo do IGP (Instituto Geral de Perícias) sobre um exame feito na criança após a morte. O resultado desse exame deve ser decisivo para o caso. Saiba mais: - Suspeito de crime em Massaranduba é preso por ameaça e estelionato no PR