O Samae de Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, recebeu nesta quinta-feira (2) o laudo do Laboratório Central sobre as amostras enviadas para análise, após centenas de pessoas serem hospitalizadas com virose. Inicialmente, a suspeita era de que algo relacionado à água pudesse ser a causa do surto.

Na tarde desta quarta-feira (1º) foram coletadas dez amostras de água em Rio Negrinho, uma deles foi no Samae e as outras nove foram em diferentes locais do município. As amostras foram enviadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) a pedido da Vigilância Sanitária.

Segundo o diretor presidente do Samae, Valdir Caetano, o laudo da Lacen chegou na manhã desta quinta-feira (2) e a análise de todas as amostras apontam que o índice de potabilidade, que mede se a água é potável ou não, estava correto.

Além das amostras entregues ao Lacen, Valdir informou que o Samae fez testes do índice de potabilidade a cada duas horas e nenhum deles apontou algo errado. Além do próprio laboratório, a autarquia possui uma empresa terceirizada para a análise da água.

"Nos solidarizamos com isso [surto de viroses], mas esse surto nada tem haver com a água, não há a mínima possibilidade de ter vindo da água do Samae", disse Valdir.

Sobre o caso do bairro São Rafael em que a água estava com a coloração escura, o diretor explicou que o ferro e o manganês, que são elementos que estão na água, se depositam às paredes do encanamento. Quando a rede de tubulação é despressurizada ele se solta das paredes, quando é pressurizada novamente, volta para as paredes, deixando a água turva.

A orientação é ligar para o Samae e chamar um técnico para a resolução do problema. Ao todo, foram sete casos com esta mesma reclamação.

"Foram dois eventos distintos, mas que aconteceram no mesmo momento", destacou Valdir.

Em relação aos boatos sobre o aumento da quantidade de cloro na água, ele afirmou que os índices continuam dentro do recomendado.

"Não foi colocado dose extra ou a menos, todos os índices constam dentro do padrão", explicou.

No fim, ele reafirmou que a água do Samae é segura para o consumo da população.

Foram feitas coletas também de amostras dos pacientes que estão sob análise do laboratório.

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