Além de discutir o protocolo de enfermagem implantado na rede municipal de saúde, a discussão tem como objetivo analisar os impactos e quais ações podem ser tomadas com relação à empresa de plano de saúde Agemed, que de acordo com o Simesc (Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina) não está realizando o repasse financeiro aos médicos com os quais tem contrato vigente.

A falta de pagamento, afirma Erial Lopes de Haro, advogado do Simesc, ocorre há cerca de seis meses, com casos registrados em alguns municípios catarinenses de períodos anteriores.

O advogado ressalta que a falta de pagamento tem ocorrido em todo o estado, porém, com mais incidência no Norte catarinense, região na qual a Agemed atua com mais força.

A falta de repasse de honorários médicos e também de despesas relacionadas a atendimentos de pacientes em clínicas faz com que a população corra o risco de ficar sem atendimento, enfatiza Haro.

“É importante que a população saiba que apesar de estar pagando seu plano em dia, a empresa não está pagando os médicos, então, há risco dessa população ficar sem atendimento”, explica.

Além disso, os profissionais questionam a falta de transparência com relação à prestação de contas, afirma o advogado.

De acordo com o sindicato, foram realizadas inúmeras tentativas de obter uma posição da operadora em relação à falta de repasse. “Tentamos há quase um ano e não temos resposta alguma ao questionamento. A Agemed não dá qualquer justificativa para essa falta de pagamento”, afirma.

O advogado ressalta ainda que o sindicato defende que todos os contratos sejam cumpridos fielmente e que, embora não incentive o descredenciamento, nada impede que cada profissional adote, individualmente, essa medida.

“Já houve caso de descredenciamento do plano. No estado há diversas especialidades, em algumas cidades, em que não há especialistas para atender a população”, diz.

O sindicato, ressalta Haro, irá tomar todas as medidas judiciais para tentar resolver o problema e irá se colocar à disposição para assessorar individualmente os profissionais.

Resposta da Agemed

A Agemed, que se manifestou por meio de nota, diz que “a operadora passou por crescimento acelerado nos últimos anos e está concluindo reestruturação que irá garantir a normalização do relacionamento com todos os seus parceiros“.

Apesar de não mencionar diretamente a falta de repasse ou uma estimativa de quando a situação será resolvida, a empresa destaca que, em Jaraguá do Sul, o investimento no serviço saltou de R$ 4,7 milhões em 2014 para R$ 23 milhões ao ano atualmente.

 

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