As vendas totais de veículos em Santa Catarina tiveram queda de 9,67% em setembro, na comparação com o volume de agosto deste ano. No total, foram emplacadas 11.301 unidades, entre automóveis, utilitários leves, caminhões, ônibus e motos. Na comparação com setembro do ano passado, a queda é ainda mais expressiva, de 19,57%. Os números de desempenho do setor são divulgados mensalmente pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Santa Catarina (Fenabrave-SC). O segmento de automóveis e comerciais leves apresentou a maior queda, com retração de 11,34% nas vendas de setembro, frente ao mês de agosto. Foram 8.204 automóveis do gênero licenciados no nono mês do ano. Já o segmento de motos registrou redução de 6,44% nas vendas no período. Na avaliação por região, o Planalto Serrano apresentou o índice mais representativo, com retração de 17,21% nas vendas de setembro, em relação ao mês anterior. Na região Norte, onde se enquadra a região do Vale do Itapocu, as vendas tiveram queda de 13,70% no período. Foram 1.927 veículos licenciados em setembro, contra 2.233 em agosto. No acumulado do ano, a queda na região chega a 23,24%. Dados do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC) mostram que em setembro Jaraguá do Sul teve 141 veículos acrescidos à frota municipal. O número representa menos da metade do registrado em setembro do ano passado, quando 303 veículos foram adicionados. Este ano, as vendas acumuladas já apresentam queda de 21,27% em Santa Catarina. No Brasil, a redução foi de 20,84%, na comparação com os nove primeiros meses do ano anterior. Segundo o presidente da Fenabrave-SC, Júlio Schroeder, o aumento no índice de confiança do consumidor ainda não refletiu nas vendas do setor, especialmente porque o desemprego ainda mantém níveis altos, assim como a instabilidade política, o que tende a inibir a intenção de compra. Por enquanto, as projeções da Fenabrave é que o setor registre queda de 19,33% em 2016, frente aos resultados de 2015. Nas projeções segmentadas, a estimativa é de que automóveis e comerciais leves tenham retração de 19,50%; caminhões de 28,50%; ônibus, 23%; e de motocicletas, 18,50%.