Florianópolis amanheceu nesta sexta-feira (11) com o cenário de barracas iglus armadas na Rua Tenente Silveira, no centro da cidade, em frente à prefeitura. Apesar de avanços na negociação no início da noite de quinta-feira (10), os servidores públicos municipais mantiveram a posição e seguiram com o protesto contra o prefeito Gean Loureiro.

Uma assembleia no início da tarde vai decidir se a greve da categoria, que completa 1 mês nesta sexta-feira, terminará ou será mantida até a próxima semana. Apesar da assinatura de um acordo com a prefeitura na quarta-feira (9) no Tribunal de Justiça, os trabalhadores alegaram que o Executivo descumpriu uma das cláusulas do compromisso, o que inviabilizou o fim da paralisação.

O ponto de discórdia é a relação com os trabalhadores ACTs (Admitidos em Caráter Temporário). O Sintrasem – sindicato da categoria – alega que a prefeitura encaminhou, horas antes da última assembleia, uma proposta com o desconto dos dias parados para os ACTs - ao contrário do que havia sido acordado na reunião de conciliação de quarta-feira no TJ, com intermediação do desembargador Hélio do Valle Pereira.

No início da noite de quinta-feira houve nova rodada de negociação no TJ, com a mediação de Valle Pereira, que aceitou estender os contratos de 200 ACTs. Assim, eles compensariam os dias da paralisação e não teriam seus salários descontados.

A expectativa agora é por conta da decisão dos servidores na assembleia convocada pelos Sintrasem para o início da tarde na Praça Tancredo Neves, bem em frente ao prédio do TJ. Nesta quinta-feira o sindicato encaminhou ofício ao secretário de Administração, Everson Mendes, com quatro itens na pauta de reivindicação: 1 – Revogação da lei das OS; 2 – Reposição dos dias sem desconto de salários; 3 – Retirada da ação contra o sindicato e 4 – Garantia de reposição dos dias de greve para todos os ACTs.

O último ponto parece ter sido resolvido, restam os outros três itens.