A sexta rodada de negociação terminou sem acordo entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). No 25º dia de paralisação, 22 duas agências da microrregião permanecem fechadas. Uma em Corupá, cinco em Guaramirim, três em Massaranduba e 13 em Jaraguá do Sul. A proposta feita à categoria se manteve com 7% de reajuste nos salários, abono de R$ 3,5 mil em 2016, reposição da inflação e 0,5% de acréscimo real no ano que vem. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta no mesmo momento por considerá-la insuficiente, com perdas aos trabalhadores. “Os bancos que já aderiram ao movimento continuarão fechados, somente com os caixas eletrônicos funcionado normalmente. Ainda não foi marcada uma nova reunião, estamos aguardando”, comenta o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Jaraguá do Sul e região, Odilon Fernandes. O representante comercial Cláudio Klitzke avalia que a greve, nesse ano, não está gerando grandes impactos em suas operações bancárias. “Estou conseguindo fazer os pagamentos pelo caixa eletrônico normalmente e para alguns serviços uso o Internet Banking, que facilita bastante também”, frisa Klitzke. Na agência central do Banco do Brasil em Jaraguá do Sul, o gerente geral, Jair Valdameri, destaca que o atendimento presencial é o mais prejudicado com a greve. “Os caixas e escriturários não estão trabalhando, apenas os gerentes e assistentes. Em casos emergências, como assistência a deficientes e idosos, nós que fazemos a operação”, comenta. O Comando Nacional convocou assembleia para segunda-feira (3), às 17h. Mesmo assim, os bancários dizem que se manterão de plantão em São Paulo caso a Fenaban queira fazer uma nova proposta. A categoria reivindica reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando a inflação de 9,31% do período. Além de piso no valor de R$ 3.940,24, vales alimentação, refeição e auxílio-creche no valor de R$ 880. Décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral também estão entre as solicitações.