Neste dia 3 de outubro, celebramos os 56 anos de Schroeder, a cidade que até hoje é a que mais carrega o sotaque dos colonizadores alemães no Vale do Itapocu. A origem de seu nome deve-se ao senador Christian Mathias Schroeder, natural da cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha.

Dono da Sociedade Colonizadora Hamburguesa, foi ele quem em 1848 comprou parte do território brasileiro que o príncipe François Ferdinand Philippe Louis Marie d'Orléans havia recebido ao se casar com a princesa Francisca Carolina Joana Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Rafaela Gabriela Gonzaga de Bragança, filha de Dom Pedro I.

O casamento ocorreu no dia 1º de maio de 1843.

 

 

François era filho de Luís Felipe, rei dos franceses, que em 1848 foi destronado. O príncipe se refugiou na Inglaterra e depois de começar a sofrer dificuldades financeiras vendeu oito das 25 léguas recebidas como dote ao senador alemão.

Este por sua vez, com um olhar atento às oportunidades, lançou um projeto de povoação de parte desse território.

Foto: Biblioteca Pública de Schroeder

Muitos anos depois, em 1901, colonos de cidades vizinhas adquiriam terras nas imediações da comunidade onde atualmente é o bairro Schroeder I e assim, foi surgindo a pequena localidade, inicialmente composta apenas por imigrantes do norte da Alemanha, de onde vinha Christian.

O território foi povoado com muitos elementos de origem alemã, entre eles a religião luterana.

Inauguração da primeira capela evangélica luterana em Schroeder, em 6 de julho de 1930 | Foto: Adriana EJoao Pires

Esses colonos de instalaram mata adentro, seguindo as margens do rio Itapocuzinho e depois as margens do rio Braço do Sul.

Ainda no início da colonização do município, na localidade de rio Hern, havia uma serraria e a tafona (moinho de milho) pertencentes a Jabob Pfleger, que atendia a população do local.

Madeireira Tomaselli, nos anos 1970/80 | Foto: Verno Jurck

A partir de 1919, outras etnias, especialmente a italiana, também fizeram parte da construção histórica do município.

Com mais habitantes neste território, as atividades foram se diversificando e logo surgiu uma olaria próxima ao rio Hern. O senhor Gotlieb fazia o comércio a varejo e a compra de produtos agropecuários também se difundiu.

Curiosidade linguística

Como mencionamos, até hoje o sotaque alemão está presente em Schroeder, mas, durante a Segunda Guerra Mundial os brasileiros foram proibidos pelo então presidente, Getúlio Vargas, de falar o idioma.

Foto: Biblioteca Pública de Schroeder

Especula-se que espiões do governo passavam próximos das casas durante a noite, quando as famílias se reuniam, para investigar se as pessoas estavam falando a língua estrangeira.

Naquela época, falar alemão ou ouvir uma estação de rádio no mesmo idioma, era considerado conspiração contra a pátria e a favor de Hitler.

Emancipação

Em 1949, Guaramirim recebia emancipação politica de Joinville e a localidade de Schroeder se tornava distrito de Guaramirim, por conta do aumento de sua população.

Cinco anos mais tarde, em 3 de outubro de 1964, em decreto assinado pelo então governador, Celso Ramos, o território passa a ser independente, surgindo assim, o município de Schroeder.

Foto: Biblioteca Pública de Schroeder

Como prefeito provisório foi nomeado o senhor Paulo Roberto Gneipel, que permaneceu no cargo até a data de 14 de novembro de 1965, quando assumiu o primeiro prefeito eleito, o senhor Ludgero Tepasse, eleito em 3 de outubro de 1965.

De lá para cá o comércio, a indústria e os negócios cresceram e se desenvolveram, assim como o turismo que cada vez mais dá visibilidade às inúmeras belezas naturais da cidade.

*As fotos desta matéria foram cedidas pela Biblioteca Pública de Schroeder, mas sem detalhes que contextualizem o ano ou os fatos registrados.

 

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