Santa Catarina registrou 68 casos suspeitos de febre do zika vírus entre janeiro e dezembro de 2015. Deste total, oito casos foram confirmados e outros 27 ainda estão sendo investigados. Das oito pessoas que contraíram o vírus, duas estão em Bombinhas, três em Florianópolis, uma em Gaspar, uma em Laguna e uma em Pomerode –todos os casos registrados são de pessoas que foram infectadas em outras regiões do país. Estudos clínicos indicaram que os prováveis locais de infecção foram os estados do Maranhão, Bahia, Pará, Paraíba e Sergipe. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) de Santa Catarina. Até agora, 19 Estados brasileiros registraram transmissão dentro do próprio Estado. Esta semana, o Ministério da Saúde divulgou que existem 3.174 casos suspeitos de microcefalia relacionados ao zika vírus no Brasil, mas nenhum deles ocorreu em Santa Catarina. Em Jaraguá do Sul, foco do trabalho é a prevenção Diante do avanço rápido do zika vírus em todo o país, a vigilância epidemiológica de Jaraguá do Sul têm reforçado os trabalhos de prevenção para evitar a proliferação do mosquito aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da dengue e da febre de chikungunya. De acordo com diretor de vigilância em saúde do município, Dalton Fischer, atualmente o município possui em torno de 620 armadilhas para captura do mosquito, distribuídas num raio de 200 metros uma da outra em toda a área urbana. “No início de 2015 tínhamos 380 armadilhas, o que demonstra os esforços para prevenir e eliminar o mosquito o mais precocemente possível”, compara ele. Segundo Fischer, a equipe da vigilância epidemiológica tem trabalhado sem interrupções desde dezembro para garantir a continuidade e intensificação dos trabalhos. “Esperamos que não haja nenhum caso, mas é possível que aconteça em função da alta circulação de pessoas, tanto das que viajaram para fora quanto das que estão vindo para a cidade. Por isso evitar a proliferação do mosquito é fundamental”, alerta. pagina 5 Preocupação maior é com gestantes Diante do aumento representativo no número de casos de microcefalia no país, todo o cuidado é pouco para garantir a saúde das gestantes e seus bebês. Segundo o ginecologista e obstetra Amaury do Amaral Teixeira, já existem evidências científicas que mostram a relação entre o vírus e a doença e o problema assusta por conta da velocidade com que o quadro evoluiu. “A dimensão que o problema tomou é enorme. E por vivemos num país tropical, temos condições que favorecem o mosquito”, alerta o médico. Entre os sintomas da doença estão febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas juntas, coceira e manchas vermelhas na pele, e em casos mais graves pode ocorrer dor abdominal e vômito. “O recomendado é que as gestantes se protejam utilizando roupas mais fechadas e repelentes. Também é prudente evitar viagens para locais onde tenha ocorrência da doença”, recomenda. Município está preparado A Secretaria de Saúde está investindo em treinamento para garantir que o município esteja preparado em casos de suspeita ou infecção pelo vírus, afirma a secretária da pasta, Emanuela Wolff. “Todos os postos de saúde receberam um protocolo que indica o que fazer caso alguém apareça com os sintomas. Quatro postos de saúde já estão em funcionamento (Vila Lalau, Vila Lenzi, Ilha da Figueira e Três Rios do Norte), além dos dois Pamas e os PAs”, informa ela. A supervisora da vigilância epidemiológica do município, Marinei Ostetto, explica que em casos suspeita de contração do vírus o procedimento padrão é evitar o contato da pessoa infectada com o mosquito transmissor. “Uma vez que há a suspeita, a pessoa é orientada e acompanhada pela equipe, que vai até a casa do morador e verifica se não há focos do mosquito. Também é feito um rastreamento dos locais onde esta pessoa andou para exterminar o mosquito se ele estiver em algum destes locais”, detalha ela. O paciente precisa ainda realizar uma série de exames para descartar todas as possíveis doenças, como dengue, sarampo, rubéola, chikungunya e então zika.