Foto Mauricio Vieira/Arquivo/Secom
Foto Mauricio Vieira/Arquivo/Secom

O Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos é comemorado em 27 de setembro, mas todo o mês é dedicado ao incentivo e conscientização da importância da doação de órgãos, denominado Setembro Verde.

No primeiro semestre de 2020, mesmo com a pandemia do coronavírus, o Sistema Estadual de Transplantes (SC Transplantes) registrou 145 doações efetivas de múltiplos órgãos e tecidos, acima do mesmo período do ano anterior, quando houve 137 doações.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Santa Catarina ficou em segundo lugar em doações de órgãos no primeiro semestre, atrás apenas do Paraná. O estado atingiu o índice de 40,5 doações de órgãos efetivas por milhão de população, sendo que a média nacional foi de 15,8.

De acordo com o coordenador do SC Transplantes, o médico Joel de Andrade, foi um começo de ano muito positivo. “Terminamos junho com oito doações a mais que no ano anterior no mesmo período. Mas veio julho e agosto nos colocando com quatro doações a menos que em 2019”, explica.

O número de doações de órgãos e tecidos em Santa Catarina, entre janeiro e agosto deste ano, chegou a 189, ante os 193 contabilizados no mesmo período de 2019. Por outro lado, a taxa de não autorização da família para a doação de órgãos ficou em 27,2%, um índice melhor em relação ao ano passado (28,2%).

“Estamos trabalhando na queda desta taxa ano após ano. O apoio das famílias catarinenses e os processos de treinamento e comunicação adequada para essas situações críticas são essenciais”, afirma o médico.

Transplantes realizados

Entre janeiro e agosto de 2020, foram realizados 624 transplantes em Santa Catarina - 380 de córneas e 244 de órgãos (rim, fígado, coração e rim/pâncreas). No mesmo período do ano passado, o estado registrou 665 procedimentos, ou seja, 41 a mais.

 

 

“A primeira coisa que tem que ser explicada é que os números têm relação com a proibição do Ministério da Saúde em fazer transplantes de córneas. Como mais da metade dos transplantes feitos são de córneas, esses procedimentos foram perdidos, não tem como recuperar. No entanto, os transplantes de órgãos que se mantiveram ativos tiveram uma discretíssima redução com relação ao ano passado”, ressalta Andrade.

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