A distribuição do saco verde pela Prefeitura de Jaraguá do Sul será retomada até o fim do mês de abril. Em coletiva à imprensa na tarde de segunda-feira (9), a ação foi apresentada como parte do Programa Cidade Limpa, criado na atual gestão. A meta para 2018, de acordo com a Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente), é recolher 350 toneladas de material reciclável por mês. Hoje, o volume coletado atinge aproximadamente 200 toneladas mensais. Conforme o presidente da Fujama, Normando Zitta Junior, para o próximo ano a projeção aumenta e o intuito é chegar a 450 toneladas mensais, o que representa cerca de 22% de todo o resíduo gerado em Jaraguá do Sul. O investimento foi de R$ 870 mil. O edital previu a compra de 1,3 milhão de unidades, adquiridas com economia de quase 20%. Jaraguá do Sul tem seis cooperativas de recicladores credenciadas, onde aproximadamente 100 famílias vivem do material reciclado. “É um trabalho de uma importância social muito grande, além de ser um trabalho ambiental e um cumprimento legal”, assegura Zitta Junior. O projeto do saco verde, chamado Recicla Jaraguá, teve início na gestão passada, em 2013, mas a distribuição não vem ocorrendo desde o fim do ano 2015. Entre 2013 e 2016, o município evitou que mais de 12.320 toneladas de recicláveis fossem enviadas ao aterro sanitário. O representante da Cooperativa JVS, Adilson Luiz Dalcanale, conta que depois que os sacos deixaram de ser distribuídos, algumas cooperativas precisaram dispensar pessoal por falta de resíduos. “Com a volta do saco verde, a gente tem grande expectativa de melhora significativa, porque a demanda do lixo de Jaraguá do Sul é muito grande. No passado, nós chegamos a atingir a marca de 600 toneladas por mês”, aponta. De acordo com números apresentados pela Prefeitura, outras cidades do porte de Jaraguá do Sul mantêm média de reciclagem de aproximadamente 3%, enquanto o município registrou a marca de 23,7% em dezembro de 2015. Além do ganho social e ambiental, a Prefeitura ressalta a importância econômica da ação, que depende do engajamento da comunidade. Segundo a Fujama, o custo para destinação dos resíduos urbanos até o aterro sanitário de Mafra é de mais de R$ 430 por tonelada, um total anual de mais R$ 12 milhões.