Essa imagem foi registrada em Jaraguá do Sul pela equipe de drenagem do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) no dia 16 de junho. No local formou-se um bloco de concreto na tubulação da rede pluvial (água da chuva), na Rua Bertoldo Enke, no bairro Água Verde, algo que é mais comum do que se imagina, segundo os técnicos da autarquia.

Os fiscais da Prefeitura constataram que a argamassa encontrada na galeria veio de uma construção civil nas proximidades. Muito provavelmente originado pelo ato de lavar betoneiras, carrinhos de mão e ferramentas direto na boca de lobo.

Foto: Divulgação/Samae

Foto: Divulgação/Samae

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Diariamente, são encontrados os mais diversos materiais na rede que deveria escoar apenas a água da chuva, de cimento a esgoto doméstico, além de óleo de cozinha, fraldas e absorventes íntimos, garrafas e sacolas plásticas.

Há todo tipo de material que não deveria estar ali. Infelizmente, isso ocorre em praticamente todos os pontos da cidade. Uma prática que destoa de uma das principais características do município, a organização. E agora, com o trabalho de campo para a elaboração do Plano Municipal de Drenagem Urbana, a situação ficou ainda mais evidente.

“Estamos planejando a cidade para evitarmos alagamentos e outros transtornos. Mas precisamos da cooperação de todos”, observa Ademir Izidoro, diretor presidente do Samae.

É importante a conscientização da comunidade quanto ao uso adequado da rede de drenagem pluvial da cidade. Atitudes irresponsáveis, mesmo que isoladas, prejudicam os moradores de uma rua inteira, gerando prejuízos a todos os munícipes, pois recai sobre o setor de saneamento executar os reparos necessários.

Tais atos podem ser punidos quando o causador do problema for identificado. “A multa máxima de acordo com o artigo 49-A do Código de Posturas, é de 100 UPM’s, cerca de R$ 20 mil”, alerta o chefe do setor de Fiscalização de Atividades Urbanas, Liandro Liske. Ressaltando que denúncias podem ser feitas através do telefone 156 (ouvidoria da prefeitura) e no 2106-9100 (fixo/WhatSapp) do Samae.

“Se possível identificar o responsável com fotos ou placas de veículos”, orienta Piske.

*Com informações de assessoria de imprensa.