Número de focos chega a 20 em menos de três meses | Foto Arquivo/OCP News
Número de focos chega a 20 em menos de três meses | Foto Arquivo/OCP News

A série histórica é generosa com Jaraguá do Sul quando o assunto é dengue. Segundo o supervisor da vigilância epidemiológica do município, Geovani Carvalho Lombardi, não há registro de nenhum caso de dengue com pacientes infectados em Jaraguá do Sul em toda a história.

Apesar disso, o número de focos de dengue tem aumentado ano após ano, o que eleva também as chances de infecção do município, alerta ele.

“Esse é um ano em que temos visto um aumento significativo no número de focos”, destaca.

Em 2018, o ano que quebrou o recorde de focos na série histórica, foram registrados 50 e, nestes pouco mais de dois meses deste ano, já foram identificados 20 no município, informa a agente de endemias, Michelli Pinheiro.

O bairro com maior incidência é a Vila Baependi, onde se concentram oito focos do Aedes aegypti. Os bairros Centro e Vieira possuem três cada e o restante está espalhado pela cidade.

A agente de endemias pede para que os jaraguaenses, especialmente do Centro e Vila Baependi, que morem em edifícios, recebam as equipes do programa de dengue.

“São áreas que não conseguimos atingir a totalidade para levar orientação ao munícipe”, diz.

De acordo com Michelli, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os focos não estão sendo identificados em terrenos baldios. Neste ano, não há nenhum registro nesses locais e a maior concentração, aponta ela, foi detectada em redes de armadilhas.

“A partir do local onde encontramos o foco, a gente abre um raio de 300 metros e passa em todos os imóveis levando orientação”, salienta.

Nas residências, conta ela, os maiores criadouros de mosquito, onde foram encontrados os focos são: ralos, bromélias, pratos de planta, baldes, caixa d’água, pratos de água para animais e plantas aquáticas.

“Nas armadilhas é normal porque a rede trabalha justamente neste sentido, porém, nas residências cada morador precisa fazer a sua parte e não se descuidar com as orientações que o programa de dengue faz”, ressalta.

Casos suspeitos

Se Jaraguá do Sul, até hoje, não teve nenhum caso de dengue confirmado contraído no próprio município, houve registro de pacientes infectados em outras cidades que retornaram.

Apesar disso, os últimos casos confirmados foram em 2016, conta o supervisor de vigilância epidemiológica. Lombardi revela que naquele ano foram confirmados nove casos de dengue e três de chikungunya, todos importados.

Neste ano, cinco casos foram apontados como suspeitos e três deles já foram descartados após análise, dois aguardam os resultados dos exames. Em 2018, dos oito casos suspeitos, todos foram descartados.

“Jaraguá do Sul vem de uma série histórica bastante positiva, enquanto municípios tiveram infestação nós ainda não tivemos, mas, a probabilidade é de que tenhamos casos esse ano por estarmos próximos a municípios infestados e por ver o número de focos crescer”, alerta.

Entre os municípios próximos que apresentam infestação estão Balneário Camboriú (468 focos), Camboriú (212), Itajaí (358) e Joinville, que soma mais de 700 casos. A maior cidade do estado tem ainda dois casos de dengue confirmados e contraídos no município.

A orientação, reforça ele, é a prevenção e, para isso, é preciso evitar água parada.

O supervisor destaca que o trabalho é árduo e de repetição, uma vez que as orientações não mudam, mas precisam de conscientização da população para evitar a proliferação do mosquito e consequentemente o surgimento de infecção no município.

“É um trabalho árduo, um trabalho de repetição. É monitorar, orientar, mas é todo ano a mesma orientação. Com a multiplicação de focos, a probabilidade de a doença chegar aqui é bastante grande”, alerta.

Além disso, destaca Lombardi, é fundamental que as pessoas que apresentem sintomas procurem o médico o mais rápido possível. Entre os sintomas da dengue estão: febre, náusea, vômito, manchas pelo corpo, dor no corpo e dores de cabeça concentradas atrás dos olhos.

Orientações para evitar a presença de focos

  • Vedar tanques de armazenamento de água;
  • Evitar plantas que acumulem água;
  • Realizar tratamento de água com cloro;
  • Limpar piscinas ao menos uma vez por semana;
  • Manter ralos fechados;
  • Potes devem ser limpos com escova para retirar os ovos do mosquito;
  • Limpeza de lajes e calhas;
  • Evitar acúmulo de entulho.

 

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