A disseminação da pandemia de Covid-19 gera dúvidas sobre as formas de transmissão, quanto tempo o coronavírus fica no corpo e como é a recuperação dos afetados pela Covid-19.

Segundo especialistas, é possível que muitas pessoas serão infectadas pelo novo vírus e não apresentarão sintomas da doença. Por isso, é essencial seguir a risca as orientações de segurança emitidas pelos órgãos competentes.

Higienização frequente das mãos, uso de máscaras e prática do isolamento social são algumas das atitudes de prevenção que ajudam a reduzir o contágio do novo coronavírus.

Veja a seguir mais informações sobre o período de incubação do coronavírus e entenda como é o processo de recuperação da Covid-19.

Quanto tempo o coronavírus fica no corpo

Infelizmente, não é possível determinar exatamente quanto tempo o coronavírus permanece no corpo porque isso depende da gravidade de cada caso.

Os sintomas da Covid-19 podem aparecer entre dois e 14 dias após a contração do vírus.

É por isso que muitos governos adotaram a medida de manter em quarentena durante 14 dias os visitantes que chegam ao país.

Algumas estimativas, porém, sugerem que os sintomas tendem a aparecer cerca de cinco dias após a exposição.

Segundo o farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em Microbiologia, Alessandro Silveira, a infecção não ataca o corpo sem que ele reaja tentando se proteger.

 

 

De acordo com Silveira, assim que há a penetração do vírus nas células ativa-se a resposta do sistema imune, que defende o organismo através de uma inflamação.

"Nesse momento, as células migram para o local da infecção e partem para destruir o agente infeccioso", relata.

Quando o vírus penetra a célula infectada, o sistema imune não tem mais acesso a esse micro-organismo, por isso a estratégia da defesa é destruir a célula infectada para posteriormente eliminar as partículas virais.

Outra importante função do sistema imune é a produção de anticorpos, cujo intuito é neutralizar o vírus.

Como explica o pós-doutor em Microbiologia, anticorpos são proteínas, que, no caso do Covid-19, ligam-se às glicoproteínas S do vírus, fazendo com que o micro-organismo patogênico não consiga mais penetrar nas células e seja rapidamente destruído.

Como o coronavírus age no corpo humano

Segundo Alessandro Silveira, tudo começa com uma pessoa já infectada pelo novo coronavírus, que tosse, espirra ou mesmo fala, despejando no ambiente aerossóis, que contêm uma grande quantidade de partículas virais.

"Estas ficam no ar e podem ser inaladas ao entrar em contato com a mucosa respiratória de uma pessoa que não tem a Covid-19. Uma vez nesse local, o vírus se liga às células saudáveis e está apto a causar a infecção", explica.

A infecção pelo novo coronavírus só é possível, porque ele carrega em sua camada externa estruturas, denominadas glicoproteínas S.

Foto Agência Brasil

De acordo com o bioquímico, essa camada externa é tal qual um envelope, cujo destinatário são as proteínas receptoras da superfície das células humanas. Estão ambas, por suas estruturas, destinadas a se conectarem.

O vírus, por sua natureza, destrói as células saudáveis.

Dentro da célula, o vírus se torna responsável pelas infecções que levam ao desenvolvimento da doença.

Um dos principais órgãos em que o novo coronavírus pode se alojar e causar estragos são os pulmões, acarretando uma forma mais grave da Covid-19.

O processo de recuperação da Covid-19

Para os casos leves, onde os sintomas se assemelham muito aos de uma gripe comum, as pessoas tendem a melhorar por conta própria em 10 a 14 dias.

Em casos graves, quando o vírus afeta os pulmões causando pneumonia, os sintomas podem durar mais tempo e o processo de recuperação é muito delicado.

São estes pacientes graves que precisam ser hospitalizados e recebem tratamento intensivo contra o avanço da doença.

 

 

De acordo com Silveira, a Covid-19 é uma doença muito recente, ocasionada por um vírus que circula há pouco tempo no mundo, e que por isso ainda é difícil entender corretamente o seu funcionamento.

Segundo o bioquímico, pessoas com doenças crônicas e com mais de 60 anos são as que estão mais sujeitas a desenvolver formas graves da doença, porém, vários óbitos fora desse grupo já foram descritos no Brasil.

Com informações de assessoria de imprensa e da Women's Health.