O fim de semana de sol em Joinville é um motivo a mais para as famílias do bairro Morro do Meio conhecerem o projeto Giro Paradesportivo e participarem de uma ação que promove modalidades esportivas inclusivas.

A ação ocorre no sábado (21), entre 14h e 17h, em frente à Escola Municipal Doutor Ruben Roberto Schmidlin (rua Alexandre Silva, 42).

 

 

As modalidades oferecidas neste dia incluem basquete em cadeira de rodas, judô para cego, vôlei sentado, tênis de mesa e bocha paralímpica. Toda a população, independentemente de ter ou não alguma deficiência, pode participar das atividades para conhecer como elas são praticadas e viver a experiência.

O projeto Giro Paradesportivo, promovido pela Secretaria de Esportes da Prefeitura de Joinville é inédito ao levar as modalidades paradesportivas a espaços onde podem ser praticadas por todas as pessoas.

“O Giro Paradesportivo complementa outro projeto que se chama Festival Itinerante. Com o festival, nossa equipe da Sesporte vai até as escolas e realiza capacitações com todos os profissionais. Não apenas os professores e diretores, mas também a merendeira, o pessoal do apoio pedagógico, enfim, todos que trabalham na escola”, conta Rosicler Ravache, coordenadora do Departamento de Paradesporto da Sesporte.

Durante um dia de formação, a equipe técnica da Secretaria de Esportes fala sobre as deficiências, explica como agir, trabalhar e principalmente o quanto é possível melhorar a qualidade de vida da criança com deficiência a partir do esporte.

Em outro dia, já com os profissionais da escola inteirados sobre o projeto, a Sesporte volta trazendo as modalidades paradesportivas para que todos os alunos pratiquem, independentemente se tiverem alguma deficiência ou não.

“Para a nossa alegria, estamos tendo ótimos retornos sobre o projeto. Ficamos sabendo que as crianças conversam com os pais, explicam sobre as atividades que fizeram. A ideia é mesmo que as famílias conheçam e saibam o que é o esporte adaptado. Por vezes, essas crianças convivem com familiares ou vizinhos que sofreram algum acidente, por exemplo, e que podem se engajar no paradesporto”, exemplifica Rosicler, lembrando que nem sempre a pessoa nasce com uma deficiência, mas pode ficar ao longo da vida.

Após as ações na escola é que entra o projeto inédito do Giro Paradesportivo. Normalmente a atividade é realizada em um fim de semana e toda a população do bairro pode praticar o esporte adaptado.

A equipe responsável pelo evento monta os espaços para as atividades e orienta a população sobre como jogar.

A Escola Municipal Prefeito Joaquim Félix Moreira recebeu o programa completo, tanto com formação dos profissionais, atividade com os alunos (Festival Itinerante) e depois a aberta para a comunidade.

O Giro Paradesportivo ocorreu no dia 7 de maio e reuniu aproximadamente 400 moradores do bairro Paranaguamirim.

Nos dias 28 e 29 de maio está programada a realização do Festival Itinerante na Escola Municipal Prefeito Luiz Gomes.

História de vida

Apesar da pouca idade, Mychael Teixiera Silva, de 18 anos leva o nome de Joinville para todos os cantos do país. Considerado o terceiro melhor atleta de atletismo na classificação T37 (atletas com paralisia cerebral – hemiplegia), foi ainda na infância que ele começou a praticar esporte.

Aos sete anos teve contato com o Centro Esportivo Para Pessoas Especiais (CEPE), de Joinville e desde os 12 anos se dedica totalmente ao atletismo.

Além de ser atleta-bolsista da Secretaria de Esportes, Mychael é um dos atletas que participa da formação nas escolas, contando a sua história de vida e mostrando que a deficiência não deve ser encarada como uma barreira.

“Esses projetos da secretaria são muito importantes. Eu fiquei muito feliz em participar, porque também já fui uma criança que precisou desses eventos para conhecer o esporte. Infelizmente, ainda em 2022 tem muitas pessoas que não acreditam no potencial de pessoas com deficiência. Esses eventos são importantes para expandir o esporte paralímpico. Meu desejo é que as crianças com deficiência entendam que não há barreiras e que elas podem sim”, reforça Mychael.