Por Dyovana Koiwaski | Foto Eduardo Montecino Os proprietários rurais que precisam recompor as nascentes e matas ciliares em seus domínios já podem se inscrever no projeto Mananciais, promovido pela Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu). Os agricultores precisam estar inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e ter suas propriedades acima do sistema de captação de água, com tamanho máximo até 48 hectares. Mais de 500 áreas na microrregião devem ser recuperadas nesta primeira etapa do projeto. Em Jaraguá do Sul, Corupá e Schroeder serão 150 propriedades. Já em Massaranduba 68, em Guaramirim cinco e Barra Velha 33. O número é relativo e pode variar, conforme destaca a engenheira florestal da Amvali, Karine Holler. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural e Abastecimento, Daniel Peach, Jaraguá possui 592 imóveis rurais que precisam restaurar suas nascentes e matas ciliares nas bacias prioritárias, somando 230 hectares, 115 nascentes e 39 quilômetros de margens de rio a recompor. Segundo Peach, serão contempladas principalmente as propriedades localizadas nos bairros Garibaldi, Jaraguazinho, Santa Luzia e João Pessoa. As inscrições devem se estender até o mês de setembro. Os cadastros podem ser feitos através pelo site da Amvali, através do site, ou nas secretarias de agricultura dos municípios, com apresentação do recibo de cadastro no CAR. O projeto é fruto do Termo de Colaboração entre o Fundo Nacional do Meio Ambiente e Ministério do Meio Ambiente com a Amvali, tendo como objetivo efetivar a recuperação de pequenas propriedades rurais da bacia hidrográfica do Rio Itapocu para melhorar a qualidade da água na região. Os proprietários rurais interessados assinarão um termo de compromisso e receberão em suas propriedades iniciativas de recuperação florestal. Os beneficiados estarão regularizando ambientalmente sua propriedade. A média de área a ser recomposta na beira dos rios é de oito metros, onde serão plantadas mudas de árvores nativas e instaladas cercas para proteger a vegetação da mata ciliar. Durante a execução do projeto, as mudas serão recebidas, guardadas e cultivadas no Viveiro Municipal de Corupá. O tempo total de duração do projeto está estimado em quatro anos. O investimento está avaliado em R$ 2,9 milhões, provenientes Ministério do Meio Ambiente. Leia mais: Destruição e prejuízo: Centro do Rã-Bugio em Jaraguá foi alvo de vandalismo e furto