A partir da próxima segunda-feira (22), a Prefeitura de Guaramirim volta a funcionar no horário integral, das 8h às 12h e das 13h às 17h. A decisão foi divulgada pelo prefeito Lauro Fröhlich e motivada, nas palavras do gestor, “pela necessidade de avançar em alguns serviços públicos no município, principalmente os relacionados à infraestrutura.” Desde o dia 8 de setembro do ano passado, a Prefeitura estava funcionando em horário integral apenas nas segundas-feiras e com turno único (das 7h às 13h) de terça a sexta-feira, com exceção das secretarias de Educação e Saúde, que atendiam das 8h às 14h. “A diminuição do horário também não agrada a administração, mas é uma forma de reduzir os custos. Temos que ser realistas, a situação é delicada e é preciso ter cuidado para não cair no erro de deixar a Prefeitura comprometida. Com um bom resultado, pudemos voltar ao normal, mas sempre com o olhar atento”, justifica Fröhlich. Segundo ele, a medida gerou uma economia de cerca de R$ 300 mil por mês aos cofres públicos, o que representa R$ 1,5 milhão ao final dos cinco meses em que o horário especial vigorou. “Infelizmente os prefeitos atuais pegaram o pior mandato dos últimos 30 anos, qualquer estatística comprova isso. Temos despesas fixas para as quais a receita não corresponde. Preferimos deixar de fazer alguns serviços, mas manter a Prefeitura em dia, para quando tudo melhorar podermos buscar convênios e maneiras de crescer”, desabafou o prefeito, apontando queda de 4% na receita no mês de janeiro, na comparação com o ano passado. Conforme Fröhlich, a permanência do atendimento em período integral irá depender do resultado econômico e financeiro do município nos próximos meses. “Vamos acompanhar e se a situação apertar, não descartamos a possibilidade de adotar o horário reduzido novamente”, afirma ele. Em Jaraguá do Sul, Obras é prioridade no horário normal O prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen, declarou que também existe a vontade de retornar ao atendimento em horário normal na cidade, mas as dificuldades financeiras ainda representam um empecilho na consolidação da medida. “Quando colocamos na balança, ainda pesa muito”, diz o prefeito. A gestão pública do município adotou o turno único em outubro de 2015 e estima uma economia de R$ 500 mil por mês com a ação, segundo Janssen. Por enquanto, a prioridade da gestão continua a ser a aquisição de equipamentos e serviços para a Secretaria de Obras, como forma de dar mais eficiência ao andamento das obras de infraestrutura. “Também avaliamos a ideia de que só a Secretaria de Obras volte a atuar em período integral, mas por enquanto é só uma ideia”, declara o prefeito, que aguarda a finalização de um levantamento financeiro para definir o retorno ao horário integral.