Dois importantes laudos do IGP (Instituto Geral de Perícias) envolvendo a queda de um helicóptero em Joinville foram entregues à investigação da Polícia Federal nesta semana. Um deles é o resultado da necropsia feita nos corpos das três vítimas que morrem no acidente. O IGP comprovou cientificamente a identidade como sendo de Antônio Mário Franco Aguiar, 56 anos, Bruno Siqueira, 21, Ivan Alexssander Zurman Ferreira, 24.

Antônio era piloto da aeronave e Bruno atuava como auxiliar de pista da empresa Avalon Táxi Aéreo. Ivan e Daniel da Silva, 18, que sobreviveu, eram passageiros. Daniel segue detido no Presídio Regional de Joinville.

Laudo aponta que revólver tinha numeração raspada. Já a pistola pertenceu à Forças Armadas do Paraguai | Foto Divulgação

A outra perícia recebida pelos investigadores da Federal é das armas encontradas na cena do crime. Uma delas é um revólver que estava com a numeração raspada. Já a pistola calibre 9 milímetros pertenceu à Forças Armadas do Paraguai.

Outros laudos importantes, como nos destroços do helicóptero, ainda não têm dada para ficar pronto. A investigação prossegue em segredo de Justiça.

Entenda o caso | O acidente

  • Tudo aconteceu na tarde da quinta-feira, 8 de março, depois de dois homens irem até a base da empresa Avalon Táxi Aéreo, que fica em frente ao Parque Beto Carrero World, em Penha. Eles contrataram um sobrevoo em Joinville, alegando que queriam fotografar um terreno na cidade. Para isso, pagaram R$ 3,1 mil em dinheiro.
  • Os dois homens embarcaram no helicóptero da marca Bell, modelo 206B Jet Ranger III, fabricado em 2010, com prefixo PR-HBB, junto ao piloto, Antônio Mário Franco Aguiar, 56 anos, o ajudante de pista, Bruno Siqueira, 21. Um dos passageiros viajou ao lado do piloto na frente da aeronave, e o outro foi na parte de trás ao lado do auxiliar de pista.
  • Já em Joinville, às 15h40 o helicóptero cai e explode em frente a duas casas da Servidão Adenilda Roeder, no bairro Paranaguamirim. Piloto, auxiliar de pista e um dos passageiros morreram na hora. Eles tiveram os corpos carbonizados.
  • Um dos passageiros, identificado como Daniel da Silva, 18 anos, sobreviveu. Logo após a queda, a Polícia Militar descobriu uma pistola e um revólver, em meio aos escombros. Também foi apurado que Daniel é ex-detento do Presídio Regional de Joinville, e estava em liberdade provisória. Daniel segue detido.
  • Uma das linhas de investigação da Polícia Federal apura a possibilidade do helicóptero ter sido sequestrado para fazer o resgate de um preso da Penitenciária Industrial de Joinville. O helicóptero caiu a exatos 2,5 quilômetros do complexo prisional de Joinville.
  • O nome do preso que supostamente seria resgatado começou a circular nas redes sociais, e o apenado foi transferido para uma prisão de segurança máxima. Os diretores das cadeias negaram qualquer movimentação estranha naquela quinta-feira nas unidades prisionais.
  • Como o suposto crime de sequestro seguido de acidente aconteceu no ar, o caso foi repassado à Polícia Federal de Joinville, que apura a parte criminal dos fatos. Já as causas do acidente são investigadas pelo Cenipa.

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