Definitivamente, no mundo existem três coisas que não têm limite: o cartão de crédito do Zuckerberg, criança mimada e a boa e velha gordice. Por mais calórica, por mais gostosa, por mais recheada que seja uma comida. Sempre. Eu disse: SEMPRE há uma forma de deixar o negócio ainda mais tentador. Tipo um simples e inofensivo x-salada, que saiu da clássica formação de pão, uma fatia de presunto, uma de queijo, hambúrguer, uma folha de alface, duas rodelas de tomate, milho e ervilha, para ganhar as mais diversas configurações gulosas. X no prato, x-bacon, x-tudo, hambúrguer duplo, hambúrguer gourmet com duas carnes de 180 gramas cada. E por aí vai. O céu é o limite. Até onde o colesterol aguentar. Da mesma forma, o nosso cachorro-quente, que virou o dogão prensado com coração, cheddar e batata. A pizza foi de seis fatias para oito, doze, extra gê, pizza em metro e... com borda recheada. Poderia dar exemplos que tomariam essa página inteira, tamanha a diversidade e possibilidades na comilança. E, nisso tudo, tem uma coisa muito interessante. Quando acontece um “upgrade” numa comida, ela é facilmente absorvida e nos passa a sensação de que sempre existiu. Que era uma combinação óbvia, só que ninguém havia percebido ainda. É o milho com manteiga. O chocolate com amendoim. E onde eu quero chegar com isso tudo? Bem, quero chegar na sexta-feira, dia 10 de março, nove da manhã, quando eu estava na sala de espera da minha dentista e vi a Ana Maria Braga rechear a borda de uma pizza com salsicha. Como é que ninguém pensou nisso antes? Parece tão óbvio! Bem melhor que borda de cheddar. Cheddar tem que dar só um toquezinho, não dá pra colocar aos baldes. Já a salsicha... Claro, como diz meu amigo Romeu Martins, a salsicha sempre pode ser substituída por linguiça Blumenau. Daí é outra história, estaremos entrando em briga de gente grande, onde não há espaço para amadores. Tenho que dizer: Isso não saiu da minha cabeça. Entrei no site do programa, peguei a receita e me programei para fazê-la assim que minha boca estivesse apta a mastigar gulosamente. Mas, por ironia do destino, nesse ínterim a polícia federal aparece com a tal da Carne Fraca. Papelão na salsicha, pelo do Tony Ramos na picanha, fio de cabelo da Fátima Bernardes no presunto. Na mesma hora, fui taxativo, salsicha nunca mais! Bem, cinco minutos depois, refleti e ponderei: Não é bem assim, escolhendo com cuidado, tudo dá certo. Não há carne estragada, leite contaminado ou legume intoxicado capaz de deter uma boa gordice. Afinal, é próprio do ser humano sempre achar uma desculpa para justificar suas escolhas. Certas ou erradas.   Leia mais: Carne Fraca: Santa Catarina já sente impacto econômico e queda nas vendas de carnes