Uma informação nada animadora chegou às administrações municipais das cidades catarinenses nesta semana, com a divulgação do ranking das cidades mais inteligentes do país no quesito urbanismo, segundo o Connected Smart Cities da Urban Systems. Apesar de vários municípios catarinenses figurarem com frequência em listas de destaque em diferentes segmentos, ao que tudo indica pela pesquisa realizada pelo ranking, os catarinenses estão deixando a desejar quando a mobilidade urbana entra em pauta. Nenhum município catarinense está entre os 50 melhores do ranking. O ranking mostra que a cidade de Santos, no litoral de São Paulo, foi apontada como a melhor do país no quesito urbanismo, segundo o Connected Smart Cities da Urban Systems. Em seguida, aparecem a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte (que saltou da 22ª para a posição no ranking), a capital paranaense, Curitiba (que perdeu o 1º lugar, figurando agora em lugar), Maringá (PR) e Jundiaí (SP). Há dois anos, o Ranking Connected Smart Cities é considerado um ponto de partida para que as cidades brasileiras possam alcançar padrões internacionais de “cidades inteligentes”. O que fez com que Santos conseguisse ascender ao topo do ranking, segundo os pesquisadores, foi a adoção de uma legislação nova, aprovada nesta década, para reger o planejamento urbano. A Urban Systems também aponta investimentos em inovação e tecnologia e em obras de infraestrutura. A mobilidade e o transporte público também se tornaram prioridade na cidade, que planeja, entre outras ações, a implantação de bilhete único e a adoção de um sistema inteligente de estacionamento. Mas o que foi realmente decisivo para garantir o primeiro lugar no ranking, segundo a Urban Systems, foram as ações de integração que devem tornar Santos uma cidade inteligente, especialmente a construção do Centro Integrado de Gestão do Atendimento e Monitoramento Urbano de Santos (COS). Treze critérios foram levados em conta na hora de montar o ranking de urbanismo. Quatro deles têm a ver com transportes: proporção entre ônibus e automóveis; idade média da frota de transporte público; quantidade de ônibus por habitante; e presença de outros meios de transporte. Seis critérios se referem ao planejamento urbano propriamente dito: lei de zoneamento; lei de operação urbana consorciada; plano diretor estratégico; emissão de certidão negativa e alvará on-line; vias pavimentadas e despesas municipais com urbanismo. Por fim, ainda levou em conta o atendimento urbano de água, de esgoto e a arborização do município. Confira o ranking publicado na "Revista Exame":

 

2017 2016 Município (UF) Pontos
Santos (SP) 7,719
22º Belo Horizonte (MG) 7,631
Curitiba (PR) 7,53
Maringá (PR) 7,425
Jundiaí (SP) 7,41
São Paulo (SP) 7,238
36º Patos de Minas (MG) 7,143
10º Ribeirão Preto (SP) 7,125
35º Cascavel (PR) 7,099
10º 47º Campinas (SP) 7,093
11º Itaúna (MG) 7,09
12º Juiz de Fora (MG) 7,017
13º Colatina (ES) 6,994
14º 37º Presidente Prudente (SP) 6,911
15º Salvador (BA) 6,909
16º 15º São Bernardo do Campo (SP) 6,881
17º Cambé (PR) 6,818
18º Caieiras (SP) 6,81
19º 19º Petrópolis (RJ) 6,768
20º 26º Santo André (SP) 6,757
21º 12º Betim (MG) 6,742
22º Americana (SP) 6,687
23º Itumbiara (GO) 6,667
24º Campo Grande (MS) 6,66
25º 34º Jataí (GO) 6,658
26º Iturama (MG) 6,644
27º 18º Várzea Paulista (SP) 6,626
28º 25º Uberaba (MG) 6,623
29º 48º Linhares (ES) 6,612
30º 20º Piracicaba (SP) 6,595
31º Porto Ferreira (SP) 6,566
32º Cachoeiro de Itapemirim (ES) 6,554
33º 80º Indaiatuba (SP) 6,548
34º Londrina (PR) 6,538
35º Vitória Da Conquista (BA) 6,518
36º São Caetano do Sul (SP) 6,515
37º Itápolis (SP) 6,507
38º 23º Paulínia (SP) 6,5
39º Itatiba (SP) 6,499
40º Feira de Santana (BA) 6,494
41º Foz do Iguaçu (PR) 6,478
42º Porto Alegre (RS) 6,473
43º Tatuí (SP) 6,454
44º Palmas (TO) 6,441
45º Mauá (SP) 6,424
46º Jaboticabal (SP) 6,422
47º 21º Salto (SP) 6,377
48º Praia Grande (SP) 6,343
49º Ipatinga (MG) 6,342
50º Botucatu (SP) 6,34