Com apenas os primeiros 760 metros de pavimentação da Via Verde finalizados, a obra está atualmente parada aguardando o desenrolar dos processos de desapropriação de 24 terrenos que estão inclusos na segunda fase. O projeto da marginal no bairro Ilha da Figueira, que conta com cerca de dois quilômetros de asfalto e um parque às margens do rio, começaram em julho de 2016. A expectativa inicial era concluir o primeiro trecho da via em 12 meses, mas apenas no fim do ano passado a pavimentação foi finalizada. Entretanto, o trânsito no local ainda não foi liberado. A pavimentação de mais 1,2 quilômetros depende da desapropriação de terrenos ao longo do trecho. Esta etapa vai precisar de aproximadamente R$ 4 milhões de investimento. Conforme o diretor do Instituto Jourdan, Luis Fernando Marcolla, a Prefeitura aguarda desde o início do ano a liberação deste valor. Além deste impasse, os processos de desapropriação também entravam o andamento da obra. Segundo o gerente de desenvolvimento urbano Evandro Luís Chiodini Silva, não há como definir prazos para a retomada das obras pois o tempo de cada desapropriação varia. "Algumas serão feitas por doação, outras permuta, ajuste de conduta ou pelo procedimento convencional", completa. A intenção é entregar a Via Verde completa, com parque e pavimentação, até o fim da gestão, em 2020. O gerente ainda comenta que o processo de desapropriação judicial de um terreno do primeiro trecho está nos trâmites finais. Na extensão já asfaltada foram aplicados cerca de R$ 3,7 milhões, com parte da verba sendo proveniente do Ministério das Cidades em fundo perdido, além de mais de R$ 700 mil de contrapartida da Prefeitura. A obra da nova rua começa pela ponte do Centenário, na rua Belnildo Zanin, e segue até a Estação de Tratamento de Esgoto do Samae, na rua Hedwig Bruns.

Projeto do parque deve ser finalizado em duas semanas

De acordo com o diretor do Instituto Jourdan, Luis Fernando Marcolla, o anteprojeto do parque que será construído na Via Verde deve ser concluído em duas semanas, quando a Prefeitura receber 30% do recurso que será aplicado na obra. A verba, estimada em R$ 400 mil, faz parte de uma compensação ambiental destinada à administração pública. O restante do recurso para execução do parque será captado via financiamento. Este valor ainda não foi fechado, conforme Marcolla. A área de lazer será linear entre o rio e a via, devendo contar com lanchonete, quadra de tênis, espaço para animais, caminhadas, ciclovia, sanitários e outros ambientes para prática de esportes e descanso.