O ano letivo de 2016 começa em 11 de fevereiro nas redes pública e particular de Jaraguá do Sul, mas os pais mais precavidos já estão com a lista do material escolar em mãos. Essa tendência de antecipar as pesquisas de preços junto às papelarias ficou evidenciada ontem (4), no retorno à rotina normal de trabalho para o comércio. Para driblar o aumento nos preços em comparação ao mesmo período do ano passado, há os que estão preferindo adquirir produtos em mais de um local. Já os que se programaram com os gastos escolares estão optando pelas compras à vista. Os consumidores garantem que vale a pena “bater perna” para evitar atropelos de última hora, buscar produtos de qualidade, ter mais opções de escolha e favorecer o bolso. A vendedora Lucia, decidida a procurar o material escolar dos filhos Luan, 13, e Luana, sete, estudantes do 9º e 2º anos da escola municipal Machado de Assis, no Bairro João Pessoa. No início da tarde, com os filhos e o marido, fazia comparativos entre as prateleiras de uma grande loja do setor. “Hoje é o primeiro dia que comecei a procurar. Existe bastante diferença de preço, já procurei até na internet”, reconhece Luciana, que está de olho na dobradinha qualidade e preço. “Vou negociar. Dependendo, compro à vista, com desconto, ou parcelado”, afirma. Outro que conferia as prateleiras era o tecelão Vilson Cabral, 44 anos, ao lado da filha Sally, 12 anos, aluna do 8º ano da escola Atayde Machado. “Quero pagar tudo à vista. Chega a ter uma diferença de R$ 50 entre uma loja e outra, dependendo do produto. Ela (Sally) entende, tem que ver o meu lado, e eu vejo o lado dela”, resume.

2016-01-04 - material escolar - piero ragazzi (24)O tecelão Vilson Cabral foi pesquisar e comprar à vista com a filha Sally

A diretora de uma livraria e papelaria da cidade Margit Wagner conta que sempre faz compra antecipada de material escolar, entre julho e agosto do ano anterior. “Tivemos de repassar os 10% de reajuste dos fornecedores. Percebemos que muitas crianças já ganharam material escolar como presente de Natal, até porque hoje a indústria lança filme, livro e os produtos licenciados, tudo junto”, comenta. A auxiliar de sala Rosalina da Silva, 38 anos, foi no comércio com o filho Leonardo, 13 anos, do 9º ano da Escola Padre Alberto Jacobs, comprar o primeiro item, um caderno licenciado por R$ 14,50. “Não faço ideia de quanto vou gastar esse ano. Já passei em três lojas hoje. A gente se antecipando, vai pesquisando e comprando os itens do material escolar aos poucos. A mochila vai ser a mesma do ano passado”, declara. O gerente comercial da papelaria Tiago Piccinini confirma a tendência de compra adiantada. “O movimento está bom. O pessoal está vindo pesquisar bastante. Muitos estão deixando de lado os personagens mais caros e levando os produtos com preços mais em conta”, afirma. De acordo com ele, dependendo da marca, alguns itens chegam dos fornecedores com aumento de até 20%.