Dois grandes nomes do catolicismo na microrregião serão homenageados no próximo domingo (10). Os padres Ítalo Cemim, 89 anos, e Dulcio Antonio de Araújo, 50, estão celebrando 60 e 25 anos de vida sacerdotal, respectivamente. Uma missa especial será realizada na paróquia São Judas Tadeu, bairro Água Verde, a partir das 10 horas. Natural do município de Doutor Pedrinho, o padre Ítalo veio para Jaraguá em 1984. Durante a vida, valorizou a humildade e solidariedade. Além de atuar como pároco, foi administrador de colégios de padre. Ítalo iniciou a carreira sacerdotal em Joinville, passou por Rio do Sul, Rio dos Cedros, Itajaí, Guaramirim e Jaraguá, onde trabalhou na paróquia São Judas Tadeu. O padre ainda exerceu o sacerdócio nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais. Na sua família, outros quatro irmãos também são padres. “Minha avó era muito pobre e já estava uns dois anos de cama. Nossa mãe sempre a cuidou e acompanhou. Como retribuição, ela disse que rezaria para que seus filhos fossem padres. Pelo visto, as orações deram muito certo”, recorda Ítalo, com bom humor. O padre já não está mais em atividade sacerdotal, mas comenta que de vez em quando reza missas em sua casa. Ele foi ordenado em São Paulo no ano de 1957 e começou a celebrar o ato litúrgico no ano seguinte. Conforme o padre, seu lema de vida é: “Escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus”. Com 50 anos de idade, o padre Dulcio é o atual pároco da São Judas Tadeu. Ele também já foi coordenador de pastoral, vigário geral e administrador da Diocese de Joinville, local onde exerce a função de assessor de imprensa atualmente. Padre Dulcio conta que o interesse pela vida religiosa surgiu ainda na infância, durante as aulas de catequese. “Falavam muito sobre a questão e quando perguntavam quem queria ser padre, eu já levantava o braço”, relata. Para o padre, o mais importante no exercício de sua função é “alimentar a fé no povo de Deus” e demonstrar como os valores evangélicos dignificam a vida humana e tornam a convivência mais fraterna, pacífica e solidária. “É uma alegria poder estar a serviço da comunidade há tanto tempo. Ser padre me traz uma grande paz interior por poder fazer o bem ao próximo”, completa. O sacerdote nasceu em Guaramirim, atuou 18 anos em Joinville, quatro em Mafra e está há um ano e meio em Jaraguá. Seu lema de ordenação é “Deixar vir a mim os pequeninos”, o que representa, além das crianças, os excluídos da sociedade, explica. O padre esteve envolvido em causas sociais, ajudando a organizar os catadores de material reciclável em Joinville, por exemplo. Também participou do comitê contra a corrupção eleitoral e dos plebiscitos sobre a dívida externa.