O mês de outubro reforça a necessidade da prevenção e do autocuidado em relação ao câncer de mama. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país. Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres.

Segundo a médica mastologista, Dr. Beatriz Serafim Althoff, o câncer de mama é uma doença silenciosa. "Eu brinco dizendo que se a dor diagnosticasse o câncer de mama até seria bom, porque assim saberiamos da doença no início. Mas, infelizmente não é assim, o câncer de mama raramente dói, mesmo naquelas pacientes com caso já bem avançado", relata a médica.

A orientação é de que as pacientes realizem a mamografia periodicamente a partir dos 40 anos. "O exame de rastremento para o câncer de mama é a mamografia porque foi o único exame até hoje que se comprovou que consegue diminuir a mortalidade devido a esse diagnóstico precoce. É possível diminuir em até 30% o risco de morte", completou a médica.

Fatores de risco

Segundo a mastologista, alguns dos fatores de risco para o câncer de mama podem ser o início precoce da menstrução em jovens mulheres, a última mensatruação muito tarde e a primeiras gravidez após os 30 anos. "Esse tempo todo é o tempo que estamos expostas ao estrogênio que é produzido pelo nosso ovário e é isso que acaba formando o carcinoma no tecido mamário", conta Beatriz.

Existem ainda os riscos modificaveís, que segundo a médica, são aqueles que podemos modificar e controlar, entre eles está o ganho de peso na pós menopausa. Consumir bebida álcoolica em excesso, fumar, não praticar exercícios e não ter uma dieta saudável também são considerados fatores de risco.

Os tipos de câncer de mama

"Hoje em dia, receber uma paciente no meu consultório e saber que ela tem câncer de mama, pouca informação me traz. O câncer hoje tem nome sobrenome", lembra a médica. O tipo exato de câncer é reconhecido atráves de um exame que se chama imuno histoquímica onde é possível descobrir o tipo e o melhor tratamento para cada caso.

O câncer de mama requer um tratamento muito individualizado, afirma a mastalogista. "Cada paciente vai ter um subtipo muito específico e para aquele subtipo a gente vai ver por onde começa o tratamento. Quanto antes descoberto o câncer, maior a chance de cura. O câncer de mama quando descoberto cedo chega a um índice de cura de até 95%", relata.

Sobre a mamografia

A realização do exame para mulheres sem incidência de casos de câncer de mama na família deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos. Para a população que tem casos na família é recomendado consultar um mastologista para verificar quais os reais riscos e a necessidade de rastreamento. "Para se ter uma ideia, tem mulheres que iniciam o rastreamneto com 25 anos, o que é considerado cedo, por isso cada caso precisa ser verificado", complementa a mastoligistas.

Quanto ao medo de dor relacionado ao exame a médica afirma que cada mulher tem uma sensibilidade particular. Algumas sentem um pequeno desconforto, outras não sentem nenhum tipo de dor. Beatriz lembra ainda que o exame de ressonância não substitui a mamografia.

Mulher com mais de 40 anos devem realizar o exame anualmente. (Foto: reprodução/internet)

Mamografia com prótese de silicone

Segundo a mastologista é importante que a paciente informe ao profissional responsável pelo exame da existência da prótese de silicone, o que não deve atrapalhar no diagnóstico. "O procedimento é um pouco mais difícil no caso de mulher que tem o silicone, mas ainda não existe nenhum estudo que prove que o uso da prótese de silicone tenha atrasado o diagnóstido de câncer de mama", finaliza a médica.

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