Ficou para o ano que vem o início das obras no segundo trecho da Via Verde, no bairro Ilha da Figueira. Como a Prefeitura de Jaraguá do Sul está sem orçamento para pagar as desapropriações de terrenos e para investir na execução do projeto, a população terá que esperar mais alguns meses para usufruir da nova rua, planejada para desafogar o trânsito na região.

O levantamento das áreas que vão precisar ser desapropriadas já foi finalizado pela Prefeitura. Segundo o diretor do Instituo Jourdan, Luis Fernando Marcolla, 27 terrenos terão que passar pelo procedimento. O valor necessário para aplicar é de quase R$ 4 milhões.

Este recurso, como explica Marcolla, não pode ser obtido por financiamento ou emenda parlamentar. "A verba está inclusa no orçamento de 2019 da Prefeitura. No momento, não temos caixa para isso", aponta.

As desapropriações serão divididas em duas partes. A primeira será com propriedades que não têm prédios ou residências construídas. Esta deve custar R$ 110 mil para os cofres públicos. A segunda e também mais demorada, por abranger terrenos onde já existem edificações, está avaliada em R$ 3,2 milhões.

Fora isso, o orçamento para executar a segunda parte da Via Verde também não foi captado pela Prefeitura até então. O valor, que no ano passado girava em torno de R$ 3,8 milhões, está na lista de solicitações de financiamento da administração pública.

Primeiro trecho concluído em 2017

Conforme Marcolla, a intenção é retomar as obras do projeto no começo do ano que vem. O primeiro trecho da Via Verde foi concluído na metade de 2017, recebendo cerca de R$ 3,7 milhões de investimento.

Ele começa perto da ponte do Centenário, na rua Benildo Zanin, e segue até a Estação de Tratamento de Esgoto do Samae, com extensão de 740 metros.

O trecho ainda não está sendo utilizado oficialmente, já que necessita da continuação da obra. A segunda parte tem mais de 1,2 quilômetros e seguirá até a ponte Antônio Ribeiro, conhecida como "Ponte do Trabalhador".

O projeto da Via Verde ainda prevê a construção de um parque próximo à rua, que costeia o rio Itapocu. Ele terá em torno de 26 mil m², oferecendo brinquedos, lanchonete, pista de skate, pista de caminhada e quadras para esportes como vôlei e basquete.

 

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