Depois de muitos entraves para a restauração da ponte pênsil Jacob Alfredo Emmendorerfer, os moradores da Vila Baependi podem comemorar o início das obras no local nesta semana.

A passagem está interditada desde dezembro de 2018 quando um forte temporal danificou um dos pilares de sustentação da estrutura.

De acordo com o arquiteto e urbanista da prefeitura, Otoniel da Silva Obrad, a Cúbica Construções, empresa vencedora da licitação terá que obedecer aos critérios do memorial descritivo enviado pela Secretaria de Obras, que prevê a troca das madeiras, cerca de proteção e das vigas da ponte.

A expectativa é que a obra seja concluída em um prazo de 150 dias. Segundo Obrad, o investimento para conclusão do reparo está estimado em R$ 145,185,27.

"Os técnicos tiveram uma certa dificuldade para iniciar por causa das chuvas, o rio estava muito cheio. Agora esperamos dar continuidade aos trabalhos", reforça.

Burocracia

Desde que foi interditada pela Defesa Civil, os moradores aguardavam ansiosos pelo início das obras já que o local se trata de uma rota alternativa para pedestres e ciclistas que precisam se locomover entre o Centro e a Vila Baependi.

A demora do início da restauração se deve ao fato da ponte ser tombada como patrimônio histórico do município e, por isso, a obra precisaria obedecer a alguns critérios técnicos específicos.

Foto: Eduardo Montecino/OCP News

Em maio deste ano, o projeto de restauração precisou ser revisado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural, Arqueológico, Artístico e Natural de Jaraguá do Sul (Comphann) e encaminhado para a Secretaria de Obras, que deu seguimento ao processo.

Durante os trâmites, foram realizados alguns ajustes no projeto que, em seguida, foi encaminhado para a licitação para que as empresas interessadas enviassem as propostas.

Mais segurança

Além de beneficiar na travessia entre os dois bairros, o início das obras também representa um alívio para os moradores em relação à segurança.

Mesmo interditada e com as medidas de proteção, como as fitas de contenção e a retirada de parte da base da ponte, a estrutura estava sendo utilizada por pedestres que se arriscavam ao caminhar pela estrutura.

Foto: Eduardo Montecino/OCPNews

Segundo os moradores, a prática perigosa virou rotina para as pessoas que desejavam cortar caminho entre o Centro e a Vila Baependi. O risco se tornou maior devido à presença de crianças que utilizavam com frequência a estrutura no caminho para a escola.

Construída sobre o leito do rio Itapocu em 1970, a ponte pênsil Jacob Alfredo Emmendoerfer faz ligação entre as ruas Miguel Salai, no Centro e Ney Franco, na Vila Baependi.

 

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