A imaginação voa longe e gera as mais diversas explicações de quem não conhece e observa o que está “estacionado” no Clube Beira Rio, no centro da cidade. Guardado atrás das quadras do clube e visto de relance por quem passa pela rua Ângelo Schiochet, a embarcação aguça a curiosidade e até chegou a ser apelidada de “o submarino do Beira”. Porém, o que muitos não sabem é que aquilo está um pouco longe de ser um submarino e na verdade é uma baleeira desativada. A embarcação está no clube desde 2012 e pertence a empresa Light House, que realiza treinamentos e consultorias. O capitão da Marinha aposentado e coordenador da empresa, Eduardo Torres, explica que a baleeira está desativada e é utilizada como instrumento de ensino. “Usamos ela para fazer treinamentos para quem vai atuar em plataformas de petróleo ou navios transatlânticos”, diz. Ela foi levada para o clube, pois segundo Torres, o local tem as instalações adequadas para a realização dos treinamentos. O equipamento, que pesa cerca de duas toneladas é utilizado para salvar as pessoas que estejam nessas embarcações em casos de emergência. Ele tem condições especiais de flutuação e navegabilidade. “Treinamos o embarque e desembarque, que deve ser feito em até três minutos, e mostramos o que tem em uma baleeira para aumentar a sobrevivência de quem está nela”, afirma. Diferente do que muitos pensam, ela não submerge. A baleeira fica a bordo do navio ou plataforma e é lançada na água apenas quando os passageiros entram nela e flutua. Como está desativada, hoje é utilizada apenas como um instrumento de ensino.