O incêndio que destruiu grande parte do acervo do Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, acendeu um alerta para as outras estruturas históricas do país. Em Santa Catarina, o Ministério Público iniciou uma vistoria por 14 museus em diferentes regiões do estado nesta semana.

Os primeiros museus visitados foram o Emílio da Silva e o Museu da Paz, em Jaraguá do Sul. A força-tarefa conta com o apoio de órgãos e instituições de proteção ao patrimônio público e faz parte de uma ação nacional iniciada em setembro.

As vistorias serão feitas até o dia 7 de novembro em todas as estruturas do Cadastro Catarinense de Museus, mantido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Segundo a chefe dos museus em Jaraguá do Sul, Ivana Cavalcanti, o laudo com o resultado das vistorias deve sair na semana que vem. O Ministério Público foi acompanhado pelos Bombeiros Militares nas visitas.

"Eles deram sugestões e reiteraram alguns cuidados que já tomamos com as edificações e acervo. Infelizmente, uma situação irreversível para a história do Brasil acabou gerando um movimento positivo", comenta Ivana.

A gerente da Fundação Cultural, Ana Lúcia de Lima Santos, explica que dos 221 museus em Santa Catarina, 10% serão vistoriados. Na visita de segunda-feira (22) em Jaraguá, a equipe avaliou principalmente a estrutura das edificações. "Está tudo certo com os dois prédios, nenhuma situação de risco foi identificada", aponta ela.

A equipe do OCP tentou contato com os Bombeiros Militares de Jaraguá do Sul para conseguir mais informações sobre a vistoria nos museus da cidade, mas não obteve retorno.

Licitação para restauro

A gerente da Fundação Cultural, Ana Lúcia de Lima Santos, enfatiza que desde o início da atual gestão estão sendo feitas manutenções nas edificações públicas da cidade, como o Arquivo Histórico, biblioteca, Arena Jaraguá e o próprio Museu da Paz, que recebeu reparo no telhado e em estruturas de gesso.

Para o Museu Emílio da Silva, será lançada novamente uma licitação para restauro. Conforme Ana, no mês de julho a concorrência pública já tinha sido feita, mas a única empresa que apresentou proposta não tinha qualificação técnica para fazer as restaurações na estrutura.

Agora, de acordo com Ana, a licitação está sendo refeita no setor jurídico da Prefeitura. A previsão é que ela saia entre o fim deste ano e começo de 2019. O valor destinado para os serviços é de R$ 320 mil.

Além de restauros no telhado, serão feitas manutenções nos sistemas elétrico, hidráulico e de drenagem, na pintura externa e em outros detalhes internos do prédio.

O imóvel onde hoje está instalado o Museu Histórico Emílio da Silva foi inaugurado em outubro de 1941, três anos depois da obra começar, no governo do prefeito Leônidas Cabral Herbster. Conforme Ana, o local ficou muito tempo sem receber manutenções.

 

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