Por Dyovana Koiwaski Aprovada em 2006, a portaria que autoriza a implantação de práticas complementares no SUS (Sistema Único de Saúde) incluiu no início deste mês 14 novas terapias alternativas no programa, passando de cinco para 19. Em Jaraguá do Sul, a Secretaria de Saúde começou neste ano um estudo de viabilidade para adotar as práticas, que incluem osteopatia, reike e acupuntura, por exemplo, nas unidades de atenção básica do município. “Questões como capacitação de profissionais, recursos e terapias a serem utilizadas serão discutidas. Mesmo sendo um programa vinculado ao governo federal, deve haver um investimento do município”, avalia a diretora da pasta, Niura Demarchi. Atualmente, o município não conta com as práticas integrativas na rede do SUS. São oferecidas apenas atividades físicas para prevenção de doenças através das duas academias da saúde, uma no bairro Vieira e outra no Chico de Paulo. O programa também é uma proposta do Ministério da Saúde. Em algumas unidades de saúde também é feito o uso da fitoterapia, que consiste na prevenção e tratamento de doenças com o uso de plantas. “A proposta do governo é muito boa e uma excelente alternativa nas questões de saúde, mas precisamos pensar e planejar todos os aspectos que a envolve”, comenta Niura. Na última semana, a diretora, juntamente com profissionais da atenção básica e do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) se reuniram para começar as tratativas. Procura por terapias cresce no país Entre as terapias, estão a meditação, arteterapia, reiki, musicoterapia, tratamento naturopático, osteopático e quiroprático, acupuntura, termalismo, shantala e ioga. Os métodos complementares são reconhecidos pelo Ministério da Saúde como ferramentas de equilíbrio e promoção da saúde, associado a orientações médicas convencionais. De 2008 a 2016, a procura por terapias alternativas no SUS cresceu 670%, iniciando com 271 mil procedimentos para 2,1 milhões no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. Os pontos que oferecem tratamento subiram de 967 para 5.514. No Brasil, apenas 30% dos municípios oferecem as práticas, sendo a maioria nas capitais e cidades de médio porte. Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município.