As mulheres vacinadas recentemente contra o coronavírus não devem deixar de agendar e realizar o exame de mamografia, considerado primordial para o rastreamento do câncer de mama. A afirmação é da médica radiologista Maria Augusta Barros Bernardes, que atua na Ecomax Mulher, clínica localizada em Blumenau.

A especialista esclarece que as pacientes que receberam o imunizante não têm maior chance de desenvolver tumores nem ficam expostas a maior risco ao se submeterem ao exame.

Segundo Maria Augusta, algumas vacinas contra a Covid-19 podem causar, como reação imunológica, o aumento dos linfonodos axilares. Neste caso, se o profissional que analisa a mamografia não for informado sobre a vacinação recente, o exame pode ter o resultado equivocado, uma vez que doenças como o câncer de mama também levam ao aumento dos gânglios.

 

"A classe médica já elucidou a conduta nessa situação, com tranquilidade e segurança. Não há necessidade nenhuma de adiar a mamografia, basta a informação da vacinação recente e em qual braço", ressalta a radiologista.

 

Para a médica blumenauense, pior do que esta dificuldade técnica, tem sido os atrasos nos diagnósticos de câncer de mama em decorrência da pandemia. Ela destaca que o profissional radiologista, estando ciente do status vacinal da mulher, terá plena condição de interpretar o exame corretamente.

 

"O rastreamento do câncer de mama já foi intensamente prejudicado pela pandemia. Então, o que se necessita é informar bem as pacientes quanto à necessidade do rastreamento e não provocar ainda mais insegurança", afirma Maria Augusta, lembrando que a detecção precoce do câncer de mama salva vidas.

 

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