Por Rosana Ritta Uma Saveiro branca, geração 5, modelo de 2012 a 2017, com placa final 4. Desde a madrugada do dia 3 deste mês, a vida do gerente de almoxarifado Alex Sandro Odorcik dos Santos se tornou uma verdadeira saga na tentativa de localizar o dono ou o motorista do veículo que se envolveu em um acidente com a moto que ele pilotava, na rua Helmuth Manske, no bairro Três Rios do Norte, em Jaraguá do Sul. A moto de Alex Sandro e a Saveiro se cruzaram por volta das 4h da madrugada, poucos minutos depois de ele ter saído de sua casa, no bairro Três Rios do Norte, com destino a Joinville. Compromisso que não conseguiu cumprir, pois na rua Helmuth Manske, próximo à igreja luterana, segundo relata, tem um novo loteamento onde há poucos moradores e alguns aproveitam para frequentar o local deserto para fazer uso de drogas, beber e namorar. Segundo Alex, no momento que ele passava pela esquina desta rua, a Saveiro branca saiu da lateral da via cortando a sua frente, fazendo com que batesse na porta do motorista, que ficou destruída. Com o impacto, o vidro da janela do veículo quebrou e o motociclista foi lançado por cima do carro, vindo a cair a cerca de 6 metros de onde parou a moto. Ele nem conseguiu observar se havia passageiros no veículo. Moto Alex SandroA preocupação de Alex Sandro começou segundos depois do acidente. Ao conseguir levantar, ele procurou pela Saveiro no acostamento e ao olhar para o lado da igreja viu o veículo fugindo em alta velocidade sentido à rua Domingos Anacleto Garcia. "Fiquei chocado com o descaso deste motorista. Felizmente, não tive fraturas e consegui me levantar e chamar a atenção de moradores das imediações, que me auxiliaram até a chegada dos bombeiros. Mas se eu tivesse sofrido fraturas ou tivesse morrido?", questiona Alex. Deste então, determinado a buscar o ressarcimento pelos prejuízos inicialmente estimados em R$ 2 mil e chamar o motorista para a responsabilidade que ele assumiu ao volante é que Alex Sandro se tornou um verdadeiro detetive. Ao relatar as características do veículo aos bombeiros que o socorreram, foi informado pelos mesmos que a Saveiro havia passado por eles na rua Epitácio Pessoa, e chamou atenção justamente por estar com a porta bem danificada. "Fui atendido pelos bombeiros, levado ao Hospital São José, onde foram realizados diversos exames de raio X e felizmente foi constatado que não havia fraturas. No dia seguinte, comecei por conta própria a buscar informações", conta ele. A saga envolveu percorreu inúmeras latoarias, desde as de fundo de quintal às grandes espalhados pela cidade, e oficinas e ferros-velhos, na tentativa de saber se a Saveiro havia sido levada para conserto ou se alguém procurou por uma porta do lado do motorista. Ele também registrou Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil e conseguiu com a Polícia Militar e algumas empresas privadas imagens de câmeras que permitiram com que pudesse traçar um roteiro do veículo nos minutos seguintes à fuga. "Não tive sucesso em localizar o veículo, mas tenho imagens dele passado pela rua Domingos Anacleto Garcia. Logo depois, o mesmo passou por Nereu Ramos, entrou na BR-280 e foi flagrado pelas câmeras da Polícia Militar (PM) no antigo Posto Marcolla. O trajeto do veículo ainda foi registrado na rua Epitácio Pessoa, entrando novamente na avenida Getúlio Vargas e na rua do Emílio Carlos Jourdan", descreve Alex. Com as imagens em mãos, apesar de tanta tecnologia à disposição, a placa do carro está ilegível. Por isso, o maior desafio é agora identificar a placa. Para isso, ele já recorreu a instituto nacional de perícia e nesta quarta-feira (14) deve entregar as imagens para um perito. Por enquanto, o número nítido é o final 4. Os demais números aparentam ser 4114, mas ele só terá certeza depois de as imagens serem analisadas por perito. Ele também já solicitou ao Detran a lista de todas as Saveiros brancas da região e pede que se alguém tiver tido conhecimento ou visto a Saveiro acidentada, que o informe. Alex teve como prejuízos o conserto de sua moto, em torno de R$ 1 mil, mais o capacete, que quebrou com o impacto; a capa de chuva nova, que se rasgou; sem falar nos medicamentos que teve que tomar e no desgaste físico e emocional sofrido. Enquanto aguarda o conserto da moto, ele também está gastando o dobro do que normalmente gasta com combustível para deslocar-se ao trabalho, em Massaranduba. Quem conhecer o dono ou tiver informação sobre o veículo pode entrar em contato com Alex Sandro pelo telefone: 47/99772-2868.